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Turismo do Centro exige suspensão de portagens nas ex-Scut e descida do IVA

9 de Novembro 2020 Jornal Campeão: Turismo do Centro exige suspensão de portagens nas ex-Scut e descida do IVA

O presidente da Turismo do Centro de Portugal, Pedro Machado, exortou, hoje, o Governo a suspender o pagamento de portagens nas ex-Scut (ex-vias sem custos para o utilizador) nos próximos seis meses e, igualmente, a descida temporária do IVA nos serviços de alimentação e bebidas.

A afirmação foi proferida em Viseu, na apresentação da Rota Dão e Petiscos, tendo Pedro Machado lembrado que “o turismo foi responsável por 14,9 por cento do PIB (Produto Interno Bruto) em 2019” e defendeu que um sector que “injectou na economia, directa e indirectamente, um valor tão significativo, precisa de ver reforçadas as suas ajudas”.

“Já que [o Governo] está “a limitar os portugueses de circular” devido à covid-19, se “se estamos a confinar, se há menos receita directa e indirecta daquilo que é o produto de uma matéria que vai para os cofres do Estado, (o Governo) que suspenda (o pagamento de portagens) e ajude os portugueses”.

Na sua opinião, o anúncio da implementação de um sistema de descontos nas portagens que irá reduzir em 10 milhões de euros as receitas do Estado no próximo ano “é curto”.

Preocupado com o “momento de agonia” que vivem as microempresas do sector do turismo, Pedro Machado desafiou também o Governo a estender o IVAucher “até ao primeiro semestre de 2022”.

“A ideia de recuperar o IVA dos restaurantes, da cultura e do alojamento é uma medida que desafiamos o Governo a prolongar e a anunciá-lo, desde já, no limite mínimo, até ao primeiro semestre de 2022”, frisou.

No seu entender, esta é “uma medida mínima das mínimas que permite almofadar a possibilidade não só de os portugueses poderem consumir mais”, mas também de contribuírem para que as microempresas se possam manter.

Pedro Machado aludiu, ainda, a uma das reivindicações da Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP), a descida temporária do IVA nos serviços de alimentação e bebidas, que considera que “nem devia ter discussão, devia ser uma questão automática a aplicar”.

Na sua opinião, “este Governo, que apresentou ao país um orçamento excedentário alavancado nas verbas do turismo”, tem a obrigação de ajudar estes empresários.

A AHRESP tem defendido que enquanto “o IVAucher é uma medida que se destina aos consumidores e à dinamização do consumo”, a descida temporária do IVA visa “a manutenção dos postos de trabalho e o investimento e capitalização das empresas, para que elas possam continuar de portas abertas”.