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Troço Oiã-Soure da linha de alta velocidade deverá custar 1,3 mil ME

19 de Junho 2023 Jornal Campeão: Troço Oiã-Soure da linha de alta velocidade deverá custar 1,3 mil ME

O troço entre Oiã (Oliveira do Bairro) e Soure da futura linha de alta velocidade que vai ligar Lisboa ao Porto deverá implicar um investimento de 1,3 mil milhões de euros, segundo o estudo de impacte ambiental divulgado hoje.

“A estimativa do valor de investimento é de 1,3 mil milhões de euros”, refere o resumo não técnico do Estudo de Impacto Ambiental (EIA) encomendado pela Infraestruturas de Portugal (IP) e colocado hoje em consulta pública na plataforma digital participa.pt até 31 de Julho.

Este troço é o lote B da ligação entre Porto e Soure (a consulta pública do EIA do lote A, Porto-Aveiro, já terminou), que corresponde à primeira fase da linha de alta velocidade Porto-Lisboa, que deverá arrancar em 2029.

Para além da linha de alta velocidade, o projecto contempla ainda a duplicação da linha do Norte entre Taveiro e Coimbra e a ampliação da estação ferroviária de Coimbra-B.

O projecto atravessa os concelhos de Pombal, Soure, Condeixa-a-Nova, Coimbra, Cantanhede, Mealhada, Anadia, Oliveira do Bairro e Aveiro, estando dividido entre três trechos (Sul, Centro e Norte), em que são propostas várias alternativas para cada um dos percursos.

De acordo com o resumo não técnico consultado pela agência Lusa, este troço entre Oiã e Soure contempla ainda a construção das variantes de Anadia e Oliveira do Bairro, com uma interligação entre as duas.

A variante de Anadia, com uma extensão de 15,2 quilómetros e criada após solicitação pela Câmara Municipal e pela Comissão Vitivinícola da Bairrada, é proposta para minimizar a intercepção de áreas de vinha e adegas da região demarcada da Bairrada.

“Em contrapartida, tem maior afectação de áreas urbanas”, nota o estudo.

Já a variante de Oliveira do Bairro, com uma extensão de 10,2 quilómetros, surge no projecto com “o objectivo de minimizar a afectação da área industrial de Vila Verde e a sua zona de expansão”, lê-se no documento consultado pela Lusa.