Coimbra  4 de Agosto de 2021 | Director: Lino Vinhal

Semanário no Papel - Diário Online

 

Três projectos da Região de Coimbra retirados do Plano de Recuperação e Resiliência

23 de Abril 2021 Jornal Campeão: Três projectos da Região de Coimbra retirados do Plano de Recuperação e Resiliência

Os três projectos rodoviários da região de Coimbra que estão inseridos no Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) deixaram de contar com o apoio de fundos europeus, segundo a associação empresarial NERC.

O Governo afirmou que os programas serão executados “com recurso a financiamento nacional” por ser essencial a sua implementação, acentua o Núcleo Empresarial da Região de Coimbra (NERC).

Os três projectos da Região de Coimbra que deixam agora de contar com financiamento do PRR são: Ligação ao IP3 dos Concelhos a sul; EN341, Alfarelos (EN342) / Taveiro (Acesso ao Terminal Ferroviário de Alfarelos), IC6. Tábua/Folhadosa/Seia (Serra da Estrela).

Embora o Governo tenha ditado que as obras “não deixarão de ser executadas”, afirma que esta exclusão foi o resultado de um “processo intenso de trabalhos preparatórios realizados nos últimos meses, onde se procurou alinhar a resposta nacional à prioridade europeia conferida às transições climática e digital”.

No âmbito dessa preparação, “e em interacção com a Comissão Europeia, foi necessário alterar o ‘draft’ do PRR apresentado no final de 2020”.

Ainda segundo o Governo, uma dessas alterações incidiu sobre “a Componente 7 – Infraestruturas, da qual foi necessário retirar alguns investimentos para dar cumprimento a uma redução de 20% do valor desta componente”.

Contudo, por ser reconhecida pela Governo “a essencialidade da implementação” dos projectos retirados, foi aprovada em Conselho de Ministros “uma resolução com vista a executar estas obras com recurso a financiamento nacional”.

Porém, o Núcleo Empresarial da Região de Coimbra mostrou, em comunicado, a insatisfação pelo sucedido e “exige respeito ao Governo pela Região de Coimbra”, afirmando que esta decisão “marcará o seu futuro constituindo um erro histórico”.

O NERC vai mais longe e aponta o dedo ao ministro das Infraestruturas e da Habitação acusando-o de estar “a prejudicar intencionalmente a Região de Coimbra em prol do desenvolvimento da Região de Aveiro e de uma visão centralista de Lisboa”.