Coimbra  4 de Dezembro de 2021 | Director: Lino Vinhal

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Três candidatos disputam liderança da Associação Académica de Coimbra

12 de Novembro 2021 Jornal Campeão: Três candidatos disputam liderança da Associação Académica de Coimbra

As eleições para a Direcção-Geral e Mesa da Assembleia Magna da Associação Académica de Coimbra (AAC) vão decorrer no dia 18, com voto antecipado a 15, com três listas na disputa pela liderança.

A estudante de Direito, de 23 anos, Ghyovana Carvalho encabeça a lista P – Académica Presente; Pedro Marques Dias, também estudante de Direito, de 23 anos, concorre pela T – Tudo Pela Académica; e Cesário Silva, estudante de Engenharia Informática, de 24 anos, lidera a lista V – Académica de Valores.

Ghyovana Carvalho, que já concorreu no passado ao Núcleo de Estudantes de Direito, salientou que a candidatura surge de uma “necessidade de alternativa e mudança na AAC” e considerou que é preciso “ir mais longe e fazer mais” na defesa dos direitos dos estudantes que “ficaram muito comprometidos com a pandemia”.

“Há um afastamento da Direcção-Geral face aos estudantes”, disse a candidata, considerando que é preciso uma maior presença da Academia na rua e um maior empenho na reivindicação pelo fim das propinas e por mais e melhor acção social directa e indirecta.

Também Cesário Silva, que foi presidente do Núcleo de Estudantes de Informática e é actual membro do Conselho Geral da Universidade de Coimbra, fez um diagnóstico aos últimos mandatos semelhante.

“A Académica acaba por ter tido um fecho sobre si mesma. É preciso uma Direcção-Geral proactiva”, notou, referindo que é necessária uma posição mais assertiva para assegurar uma melhoria das condições dos estudantes, seja nas cantinas ou no aumento de camas nas residências universitárias. Para Cesário Silva, “a luta não tem sido suficiente naquilo que são os problemas concretos” dos estudantes.

Já para Pedro Marques Dias, que foi presidente do Núcleo de Estudantes de Direito, a candidatura “é o culminar” do seu percurso associativo. O estudante defende uma Direcção-Geral que consiga levar “a voz dos estudantes de Coimbra às instituições locais e nacionais”.

Uma das propostas passa por instalar um gabinete de inclusão, para um trabalho de acompanhamento “junto das minorias sub-representadas, sejam elas étnicas, religiosas ou relacionadas com a orientação sexual”, afirmou o estudante.

Na óptica do candidato, a AAC “nunca se deixou de fazer ouvir”, mesmo em pandemia, sublinhando que é necessário estar atento num momento em que os números de abandono escolar podem aumentar, face às condições sócio-económicas das famílias.

Para Pedro Marques Dias, as propostas no Orçamento do Estado para 2022 do Governo traziam “notas positivas” para os estudantes. Lamentou, por isso, que o chumbo orçamental adie as medidas no tempo.

Ghyovana Carvalho não faz a mesma leitura do chumbo, considerando que a postura de uma Direcção-Geral que se contenta “com um bocadinho” nunca levará os estudantes “a terem aquilo que é seu por direito”.

“O Orçamento do Estado deve garantir que não existe um único estudante que não pode continuar os seus estudos por obstáculos financeiros”, salientou Cesário Silva.

Segundo o presidente da Comissão Eleitoral, Laurindo Frias, a votação geral a 18 de Novembro realiza-se entre as 10h00 e as 19h00 em 25 urnas espalhadas nos diferentes Departamentos e Faculdades da Universidade de Coimbra.

A 15 de Novembro, o voto antecipado decorre entre as 10h00 e as 21h00, na “Cantina dos grelhados”.

Caso nenhuma das três listas consiga maioria absoluta, haverá uma segunda volta disputada entre as duas listas mais votadas, com voto antecipado a 23 de Novembro e votação geral a 25 de Novembro. Nas eleições, há um universo de cerca de 30 mil votantes.