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Torres da prisão de Coimbra estão, por vezes, sem guardas

16 de Dezembro 2016 Jornal Campeão: Torres da prisão de Coimbra estão, por vezes, sem guardas

As torres de vigia do Estabelecimento Prisional (EP) de Coimbra estão desactivadas, por vezes, por falta de elementos de vigilância, denunciou fonte de estrutura sindical.

A Direcção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais sublinha que apenas tem acontecido “esporadicamente” numa ou noutra torre.

Face à “enorme falta de elementos de vigilância”, as torres de vigia ficam, por vezes, desactivadas, situação que tanto ocorre de dia como de noite, alertou à agência Lusa fonte ligada a uma estrutura sindical, considerando que a situação agrava-se com o surgimento de novas ameaças, como é o caso dos ‘drones’, com os quais já foram registados “três episódios” em cadeias a nível nacional.

Questionada pela Agência Lusa, a Direcção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais (DGRSP) refere que, “esporadicamente, tem sucedido haver uma ou outra torre do EP Coimbra que fica temporariamente sem elemento de vigilância, situação que se prende naturalmente com necessidades de recursos humanos”.

“Deve, todavia, revelar-se que a segurança do estabelecimento não é posta em causa e se encontra sempre garantida”, frisou a DGRSP, recordando ainda que, para colmatar o problema de falta de elementos do corpo da guarda prisional, está a decorrer um concurso para admissão de 400 novos elementos.

De acordo com a mesma fonte sindical, esta situação “nunca deveria acontecer e todas as torres deviam estar activas”, visto que o EP de Coimbra é um estabelecimento com uma grande percentagem de condenados a cumprir “penas muito grandes” e que já foi palco de algumas fugas. “A situação já foi muito alertada, mas o problema tem-se agravado”, notou.

Outra fonte dos serviços prisionais, que optou por não divulgar o nome, confirmou a situação, salientando que está a ser “posta em causa a segurança dos presos e dos funcionários”.

A mesma fonte sublinhou, ainda, que está a ser terminada a activação de “câmaras de videovigilância” dentro do EP de Coimbra, para tentar colmatar a falta de elementos.

Os sindicatos que representam as chefias e os guardas prisionais já alertaram por diversas vezes que o concurso para 400 guardas não é suficiente, estimando que haja uma falta de 1 200 elementos no país.