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Tondela: Dois detidos por burla, contrafacção e passagem de moeda falsa

21 de Dezembro 2016

Dois homens, que tentaram enganar a vítima num negócio envolvendo bens avaliados em 485 000 euros, foram detidos pela Polícia Judiciária (PJ), no concelho de Tondela, segundo anunciou, hoje, a Directoria do Centro.

Ao crime de burla qualificada são também imputados aos detidos os crimes e contrafacção e passagem de moeda falsa.

“A vítima do esquema fraudulento foi abordada no decurso do passado mês de Novembro por dois suspeitos, de nacionalidade estrangeira, os quais fizeram crer que eram empresários residentes em Angola e que se propunham comprar-lhe móveis num valor aproximado de 500 000 euros”, refere a PJ.

“Após algumas reuniões num hotel em Lisboa para conversações e em que o fizeram acreditar que tinham ligações pessoais e familiares a organizações internacionais, os suspeitos comprometeram-se a pagar os móveis a adquirir em numerário, logo que chegassem a acordo, com a condição de o negócio decorrer de forma sigilosa”, acrescenta a Polícia Judiciária.

De acordo com a investigação da PJ, num dos encontros, em Lisboa, os dois suspeitos tinham consigo uma mala, tipo “trolley” , que, segundo afirmaram, continha dois milhões de euros.

“Já em Tondela, os suspeitos escolheram os móveis que pretensamente pretendiam adquirir e pagar, num valor aproximado de 485 000 euros”, prossegue a PJ, adiantando que, “nesta ocasião, usando algumas notas, os suspeitos demonstraram à sua vítima o alegado processo químico que permitiria transformar e limpar as notas que traziam consigo”.

No passado dia 19 os suspeitos dirigiram-se, de novo, a Tondela, onde reuniram com a vítima para finalizar o negócio dos móveis e a transformação química das notas, altura em que foram detidos pela Polícia Judiciária em flagrante delito.

No decurso da operação policial foram apreendidos a mala e o cofre, contendo as hipotéticas notas no montante de dois milhões de euros, e os supostos químicos necessários à transformação e limpeza das notas.

Os arguidos, com as idades de 25 e 32 anos, respectivamente, irão ser presentes às autoridades judiciárias competentes para primeiro interrogatório e aplicação das medidas de coacção consideradas adequadas.