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Tentou comprar um smartphone no Facebook e acabou burlada

12 de Dezembro 2019

A Polícia de Segurança Pública (PSP) recebeu a denúncia de uma burla online, desta vez no caso da venda de um smartphone.

A situação teve como lesada uma mulher, de 30 anos, que ao ver à venda no Facebook decidiu adquiri-lo, tendo contactado o anunciante, que a levou a acreditar “que se trataria de uma loja real, acordando assim o negócio”, revela a PSP.

“Quando recebeu o telemóvel, a lesada percebeu que o equipamento tinha alguns danos e que não correspondia ao artigo anunciado”, pelo que de imediato “entrou em contacto com o vendedor, que lhe indicou que deveria devolver o artigo para uma determinada morada”. A lesada, acreditando na boa-fé do vendedor, quis devolver o produto, contudo, quando foi “uma vez mais, confirmar o conteúdo do anúncio, verificou que a respectiva página de suporte tinha deixado de existir”. Além disso, as tentativas de contacto por outras vias demonstraram-se infrutíferas.

Perante esta situação, a mulher acredita ter sido vítima de burla, tendo apresentado queixa durante o dia de ontem (11).

A PSP volta a alertar os cidadãos para a necessidade de cada um garantir segurança na forma como faz negócios online, aconselhando à utilização de métodos de pagamento e websites seguros; aquisição de artigos a empresas que se conheça e que sejam confiáveis; certificar-se que a página da rede social da empresa é verificada; na eventualidade de o fazer a uma empresa que não conheça, deve procurar-se obter recomendações de anteriores clientes ou em fóruns online sobre o assunto, de forma a recolher informações pertinentes; não fazer qualquer troca ou pagamento sem assegurar que os termos acordados foram respeitados e que recebe o que comprou; e em caso de duvida, contactar sempre a força policial da área.

A PSP informa, ainda, que o crime de burla (artigo 217.º do Código Penal) é punido com pena de prisão até três anos ou multa e para haver procedimento criminal é necessário formalizar queixa.

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