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Tábua: CDU diz que ETAR polui ambiente, Câmara admite avaria

2 de Agosto 2017

A CDU de Tábua afirma que a estação de tratamento de águas residuais (ETAR) do Boiço está a poluir a zona envolvente, uma versão negada hoje pela Câmara Municipal, que reconhece que ocorreu uma avaria no sistema.

“Esta ETAR, apesar de recente, não tem capacidade para receber os esgotos normais mais a descarga em simultâneo do camião limpa-fossas”, refere aquela força política num comunicado que ilustra com uma foto do local, onde escorrem águas escuras e espuma.

Segundo a coligação do PCP com os ecologistas de Os Verdes, “os esgotos continuam a poluir tudo à sua volta”, incluindo terrenos agrícolas e lençóis de água, o que “ameaça a saúde pública de quem se serve da água” da barragem da Aguieira, no rio Mondego.

“Reinaugurada recentemente”, a ETAR do Boiço “não tem as condições mínimas para funcionar”, defende, ao indicar que a água sai da estação com “cor de barro preto, mal cheirosa e a fazer espuma, após mais uma descarga do camião limpa-fossas” da Câmara Municipal.

A CDU adianta que “tem vindo a denunciar” a situação e “sucessivos atropelos ao ambiente” da parte da Câmara Municipal, presidida por Mário Loureiro, eleito pelo PS, junto do Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA) da GNR.

Entretanto, o Núcleo de Protecção Ambiental do Destacamento Territorial da Lousã da GNR deslocou-se ao local e “deu razão às denúncias da CDU”, tendo levantado um auto de contraordenação, depois enviado à Administração da Região Hidrográfica do Centro.

Na Assembleia Municipal de Tábua, a CDU também “alertou várias vezes para a situação”, ao que o presidente do executivo, que se recandidata ao cargo nas autárquicas de 01 de Outubro, respondeu ter sido “aberto um inquérito para análise da situação”.

“A verdade é que já lá vão quatro meses, após a primeira denúncia, e tudo continua na mesma”, o que põe em causa “a saúde da população e do meio ambiente”, refere ainda.

Mário Loureiro disse hoje, à agência Lusa, que uma avaria afectou dois dos três supressores (bombas) da ETAR do Boiço, mas que a denúncia da CDU “não corresponde à realidade”.

O problema, segundo o autarca, verificou-se “há cerca de um mês” e os equipamentos foram enviados ao fornecedor, em Espanha, para serem reparados.

“Não é o tratamento desejável, mas estamos a cumprir a legislação”, declarou, revelando que a autarquia comunicou o problema à GNR e à Agência Portuguesa do Ambiente.

 

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