Coimbra  19 de Novembro de 2019 | Director: Lino Vinhal

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SRCOM descontente com distribuição de vagas na região Centro

15 de Outubro 2019

A Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos (SRCOM) reagiu, hoje (15), com descontentamento e preocupação à atribuição de 15 vagas para assistente graduado sénior aos hospitais da região.

A SRCOM reclama a publicação dos critérios utilizados pelo Ministério da Saúde na distribuição das vagas para o concurso da categoria de topo na carreira médica do Serviço Nacional de Saúde (SNS) e repudia a escassez de vagas para a região Centro.

Os serviços e os estabelecimentos de saúde contemplados no Centro do país foram: Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (nove vagas para Cardiologia Pediátrica, Endocrinologia/Nutrição, Gastrenterologia, Hematologia Clínica, Imuno-Hemoterapia, Ortopedia, Otorrinolaringologia, Pediatria e Urologia); Centro Hospitalar Baixo Vouga (uma vaga em Anestesiologia e outra em Medicina Interna); Instituto Português de Oncologia de Coimbra (uma vaga na Urologia); Centro Hospitalar de Leiria (uma vaga na Psiquiatria); Centro Hospitalar Universitário Cova da Beira (uma vaga em Ginecologia/Obstetrícia); e Centro Hospitalar Tondela – Viseu (uma vaga em Hematologia Clínica).

Carlos Cortes, presidente da SRCOM, refere em comunicado que o processo de distribuição das vagas “tem de ser transparente”.

Neste sentido, o responsável exige que o Ministério da Saúde “publicite os critérios subjacentes a estas vagas que estão desajustadas face à realidade, uma vez que tinham sido identificadas 110 vagas para esta categoria”.

“Repudiamos esta atitude do Ministério da Saúde que, com esta medida, está a penalizar a região Centro e a criar sérios obstáculos ao alargamento da capacidade formativa”, acrescenta.

Segundo o dirigente, “ao abrir apenas 15 vagas, o Ministério da Saúde não investe nas carreiras médicas, nem na qualificação dos serviços e demonstra uma evidente falta de investimento no SNS da região Centro”.

“Não podemos afirmar, num dia, que são necessários médicos para as zonas mais carenciadas do país e, no outro, não dar condições para a estruturação dos serviços”, critica.

Para Carlos Cortes, “autorizar este número é, por um lado, contribuir para o desequilíbrio das equipas médicas e, por outro, promover o esvaziamento do SNS”.

“É inaceitável este abandono da região Centro por parte do Ministério da Saúde. Exigimos rigor e transparência”, finaliza o responsável.

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