Coimbra  13 de Agosto de 2020 | Director: Lino Vinhal

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Somos Coimbra não compreende obstinação da Câmara em reuniões presenciais

23 de Abril 2020 Jornal Campeão: Somos Coimbra não compreende obstinação da Câmara em reuniões presenciais

Os dois vereadores do movimento Somos Coimbra dizem-se surpreendidos por mais uma convocatória para uma reunião presencial do Executivo da Câmara, na próxima segunda-feira (dia 27), à semelhança das duas anteriores.

“O Partido Socialista (PS) de Coimbra mantém, assim, a sua incompreensível política de desrespeito pelo confinamento, promovendo até ao limite do possível que as pessoas saiam de casa para reunir presencialmente”, considera o Somos Coimbra (SC).

Para este movimento, “numa altura em que quer o ensino à distância quer o teletrabalho fazem parte da nova rotina da maioria da população, não se consegue compreender a obstinação da autarquia nas reuniões presenciais”.

Recordando que “inicialmente foram invocadas pretensas dificuldades técnicas” por parte da Câmara, o SC entende, agora, que “não é compreensível que no espaço de um mês não tenham sido ultrapassadas, pois qualquer pessoa consegue fazer uma videochamada com vários participantes em poucos minutos”.

O SC, que tem José Manuel Silva e Ana Bastos como vereadores, anuncia que “vai voltar a requerer a sua participação à distância por uma qualquer plataforma de videoconferência escolhida pela CMC”, pois entende que “é fundamental que a oposição participe nas discussões dos destinos da autarquia”.

“Ao ter impedido de participar os vereadores da oposição nas duas últimas reuniões, o Executivo socialista está a tentar silenciar os vereadores sem funções na Edilidade e impedi-los de participar em decisões importantes para o concelho, utilizando deliberadamente a situação de emergência para suspender a democracia em Coimbra”, considera o SC.

O movimento sublinha que o facto de a CMC ser uma das poucas autarquias que insiste em reuniões presenciais é “um desprestígio para uma cidade como Coimbra, simbolizando particularmente bem a incapacidade da actual liderança camarária para compreender o século XXI”.