Coimbra  8 de Março de 2021 | Director: Lino Vinhal

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Somos Coimbra exige a reabertura imediata do Hospital Militar de Coimbra

13 de Janeiro 2021 Jornal Campeão: Somos Coimbra exige a reabertura imediata do Hospital Militar de Coimbra

O Movimento “Somos Coimbra” exige a “reabertura imediata do Hospital Militar de Coimbra, com utilização de todo o espaço e recursos técnicos e humanos disponíveis, permitindo a instalação de dezenas/centenas de camas para receber doentes com situação clínica menos complexa, covid e não covid, bem como situações de alta clínica que, por razões sociais, não permitem libertar camas hospitalares”.

A força política ressalva que “a natural evolução da pandemia de covid-19 vai conduzir a um número elevado de casos nos próximos dias e a um aumento do número de internamentos de doentes covid-19, de variável gravidade, e de doentes com outras patologias mas também positivos para o novo coronavírus”. Assim, considera, que “independentemente da intensidade do novo confinamento, que se recomenda que seja cirúrgico, a situação dos próximos cerca de 14 dias é determinada pelo que se passou nas últimas duas semanas e já deveria estar devidamente planeada”.

O “Somos Coimbra” destaca os números no início da pandemia, notando que Portugal “tinha apenas 6,4 camas de medicina intensiva por 100.000 habitantes, contra uma média europeia de 11,5 camas, e apenas 3,5 camas hospitalares por 1.000 habitantes, contra uma média europeia de 5,0”, notando que o Sistema Nacional de Saúde (SNS) está em ruptura “também devido à acção de sucessivos governos, incluindo o actual”.

“Sobre a situação em Coimbra não há informação precisa, o que é preocupante perante o esvaziamento do Hospital dos Covões, a não construção da nova maternidade e a falta de investimento nos HUC”, frisa o Movimento, acrescentando que se sabe sim, que “faltam camas hospitalares para doentes covid e não covid”. “No CHUC assistimos ao sucessivo encerrar de enfermarias de várias especialidades para as transformar em enfermarias covid, prejudicando ainda mais a assistência aos doentes não covid”, salienta.

O Movimento sublinha, ainda, que “tem sido gritante a falta de capacidade de resposta dos Cuidados de Saúde Primários aos contactos dos doentes, até para a simples renovação de receituário” e que, “recentemente assistiu-se ao encerramento parcial da extensão de Saúde de Souselas por falta de um administrativo, falha que teve de ser colmatada com a disponibilização de um administrativo pela Junta de Freguesia de Souselas e Botão, confirmando a importância de mais descentralização para as freguesias”.

Assim, considera o Movimento ser urgente a reabertura “imediata” do Hospital Militar de Coimbra, para “se poder responder aos doentes covid sem abandonar os docentes não covid”, notando ser “incompreensível, injustificável e inaceitável que, em situação de verdadeira guerra biológica, o Hospital Militar de Coimbra continue encerrado e que seja desconhecido qualquer planeamento nesse sentido, quer por parte do Governo, quer por parte das autoridades locais de Saúde”.

Para além disso, o “Somos Coimbra” exige “a contratação de todos os profissionais de Saúde disponíveis para colaborar nesta fase transitória de maior pressão na resposta do SNS aos doentes não covid” e a “contratação de mais recursos humanos da área administrativa para melhorar a capacidade de resposta aos contactos dos doentes nos Cuidados de Saúde Primários”.