Coimbra  13 de Maio de 2021 | Director: Lino Vinhal

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“Somos Coimbra” diz que “Câmara estrangula financeiramente as freguesias em 2021”

26 de Novembro 2020 Jornal Campeão: “Somos Coimbra” diz que “Câmara estrangula financeiramente as freguesias em 2021”

O Movimento “Somos Coimbra” (SC) acusa a Câmara Municipal de “estrangular financeiramente as freguesias em 2021, atribuindo-lhes apenas três por cento do orçamento para o próximo ano.

As ‘Grandes Opções do Plano’ e o Orçamento para 2021 vão ser, esta tarde, discutidos em reunião extraordinária do Executivo de Coimbra, contudo, o Movimento recorda que o PS “propõe atribuir apenas 4,948 milhões de euros às freguesias, o que representa apenas três por cento do orçamento proposto para a CMC 2021, que é de 162,73 milhões de euros”.

“Mesmo acrescentando aos orçamentos das freguesias os saldos transitados, essencialmente resultantes dos atrasos da própria Câmara nas obras e actividades que as freguesias tentam concretizar, como é o caso da curva da Zouparria em Souselas, o orçamento global das freguesias passa só para 8,938 milhões de euros, que são apenas 5,5 por cento do orçamento da CMC para 2021”, refere o “Somos Coimbra”.

O Movimento considera, ainda, importante esclarecer que “esta comparação nem é correcta, pois os 162,73 milhões de euros ainda não incluem o saldo de gerência de 2020, que só será acrescentado ao orçamento depois de fechadas as contas de 2020, em princípio em Abril próximo. A comparação correcta é de orçamento do ano das freguesias com orçamento do ano da CMC, que são os três por cento referidos acima”.

“É importante, também, chamar a atenção para o facto de os saldos transitados das freguesias (3,990 milhões de euros) representarem 80 por cento do orçamento do ano, o que dá bem ideia do travão ilegítimo que a Câmara de Coimbra coloca à actividade das freguesias”, nota.

Segundo o SC, o PS “inventou”, este ano, “uma dotação nova para as freguesias: 2,461 milhões de euros de ‘Financiamento não definido’, isto é, que o presidente da Câmara pode atribuir às freguesias se lhe apetecer, e como lhe apetecer. Ou não atribuir de todo, pois este ‘Financiamento’ só se concretiza ‘mediante aumento das receitas e/ou contratação de novas fontes de financiamento, alterações ou revisões orçamentais’, o que não se sabe se vai acontecer, pois nenhuma indicação é dada sobre que novas fontes de financiamento poderão ser essas”, acrescentando ainda que “mesmo tendo em conta essa parcela mirífica, o orçamento das freguesias subiria para 11,399 milhões, que são apenas sete por cento do orçamento”.

O SC recorda que o financiamento das freguesias foi uma questão central no chumbo da proposta do orçamento para 2020. “Parece que o PS quer seguir este ano o mesmo caminho”, conclui.