Coimbra  24 de Outubro de 2020 | Director: Lino Vinhal

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Sindicato diz que o CHUC precisa de mais 200 enfermeiros

3 de Maio 2018 Jornal Campeão: Sindicato diz que o CHUC precisa de mais 200 enfermeiros

O Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) deve contratar pelo menos 200 enfermeiros para assegurar a normal actividade clínica, garantiu, hoje, o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP).

No CHUC, a que preside o professor catedrático de Medicina Fernando Regateiro, “há uma carência estrutural de enfermeiros”, disse o sindicalista Paulo Anacleto.

O dirigente do SEP falava aos jornalistas durante uma concentração de enfermeiros à entrada dos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC), o pólo principal do Centro Hospitalar, no âmbito de uma greve da classe, que decorreu neste estabelecimento entre as 10h00 e as 13h00.

“O CHUC tem uma carência de mais de 200 enfermeiros, levando a que os ritmos de trabalho sejam demasiadamente intensos, o que não permite o descanso físico e psicológico”, considera o sindicato, num documento distribuído à população na zona do hospital.

Os utentes são alertados para “os inúmeros problemas com que os enfermeiros do CHUC se confrontam diariamente e que a administração hospitalar tem vindo a agravar”.

“Não havendo contratação de enfermeiros em massa, podemos vir a ter um conjunto de outros problemas ainda mais agravados”, declarou Paulo Anacleto.

Na sua opinião, haverá uma “subida drástica” do total de horas extraordinárias, num momento em que o CHUC deve a estes profissionais cerca de 100 000 horas de trabalho suplementar.

Convocada pelo Sindicato dos Enfermeiros Portugueses, a greve é uma forma de protesto “pela falta de resposta” da administração do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra aos “problemas com que os enfermeiros há muito se confrontam”.

Entretanto, o CHUC divulgou um comunicado, através do qual “assegura os cuidados de saúde adequados, em quantidade e diferenciação, nas 24 horas do dia”.

O horário de trabalho dos enfermeiros, “previsto na respectiva regulamentação, é realizado em regime de turnos, de segunda a domingo, com dois dias de descanso semanal que podem ser gozados em qualquer dia da semana”, informa.

“Contudo, o CHUC garante aos seus trabalhadores, onde se incluem os enfermeiros, as condições para o pleno exercício dos direitos da parentalidade, no respeito integral pela legislação em vigor e com respeito pela equidade entre os colaboradores beneficiários dos mesmos direitos”, refere a administração.

Sobre “o tempo em dívida aos enfermeiros do CHUC, acumulado ao longo dos anos, o actual Conselho de Administração implementou procedimentos para controlo dos saldos de tempo em dívida, de modo a mantê-los dentro de limiares aceitáveis, que envolvem o recurso a trabalho suplementar remunerado, sempre que necessário, respeitando integralmente a legislação laboral em vigor”.

Em finais de 2017, foi aprovado pelo Conselho de Administração um plano faseado para pagamento do tempo em dívida aos enfermeiros, até Junho de 2019, cuja implementação foi iniciada em Janeiro de 2018”, adianta o CHUC.