Coimbra  22 de Abril de 2021 | Director: Lino Vinhal

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Sindicato denuncia más condições de trabalho no supermercado Pingo Doce de Condeixa

24 de Fevereiro 2021 Jornal Campeão: Sindicato denuncia más condições de trabalho no supermercado Pingo Doce de Condeixa

O Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal (CESP) vai promover, amanhã (25), pelas 10h30, no Pingo Doce de Condeixa-a-Nova, uma acção que visa denunciar a situação vivida pelos trabalhadores daquela superfície comercial.

“No Pingo Doce de Condeixa, várias vezes nos deparamos com abusos a que os trabalhadores estão sujeitos. Nesta loja, não bastava já todos os ataques, que são de um modo geral feitos nas lojas Pingo Doce, como a alteração sistemática de horários, sem o consentimento prévio dos trabalhadores ou mesmo a carga horária alterada, ainda existe um sem número de pressões sobre os trabalhadores que contestem estas medidas ou mesmo que não tenham disponibilidade para isso”, revela o CESP, que por todo o país irá desenvolver um conjunto de acções enquadradas na Jornada Nacional de Luta, convocada pela CGTP-IN.

Segundo o Sindicato, “os trabalhadores do comércio e serviços não ficaram imunes ao contexto da pandemia. Um contexto marcado pelo aproveitamento de uma crise de saúde pública para se intensificar a exploração sobre quem trabalha, como se prova pelas centenas de denúncias chegadas ao CESP, que procura acompanhar e dar resposta aos diversos casos, conseguindo resolver muitas situações de incumprimento”.

Por isso, defende o CESP, “urge combater esta nova ofensiva contra os trabalhadores, que tem a conivência do Governo”. “É preciso lutar em defesa dos postos de trabalho, pelo aumento dos salários, pela garantia de locais de trabalho seguros, contra a precariedade e a desregulação laboral, ainda mais inaceitáveis neste período singular da nossa vida”, frisa.

O Sindicato revela que “todos os dias” se depara com “ataques imensos aos direitos dos trabalhadores, que estão exaustos e cada vez mais humilhados perante esta situação. A pandemia não pode valer como desculpa para este caminho, até porque ele está em curso há décadas. A pressão e repressão perante os trabalhadores existia antes da pandemia, embora neste contexto tenha incidências muito maiores”.