Coimbra  20 de Outubro de 2021 | Director: Lino Vinhal

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Seminário Maior de Coimbra comemora 273 anos

15 de Julho 2021 Jornal Campeão: Seminário Maior de Coimbra comemora 273 anos

O Seminário Maior de Coimbra realiza, esta sexta-feira (16), entre as 16h30 e as 19h30, a sessão comemorativa dos 273 anos do lançamento da primeira pedra para a sua construção.

“Todos os anos, por ocasião desta data, temos dado a conhecer um projecto novo ou um espaço renovado”, disse o Seminário, revelando que, este ano, será a presentado o projecto da Biblioteca Velha, que consiste na “desinfestação até à recuperação dos livros, sobretudo, do século XVI (datando o mais antigo de 1506)”.

O evento vai decorrer na Biblioteca Velha, no edifício central do Seminário, e será transmitido nas redes sociais, contando com um número muito restrito de convidados presenciais.

Estão confirmadas as presenças do Bispo de Coimbra, D. Virgílio Antunes; do presidente da Câmara Municipal de Coimbra, Manuel Machado, e das vereadoras Carina Gomes e Regina Bento; do vice-Reitor da Universidade de Coimbra, Delfim Leão; do subdirector da Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra, António Amaral; do presidente do Instituto Politécnico de Coimbra, Jorge Conde; da directora do Centro Cultural do Instituto Politécnico de Coimbra, Cristina Faria; da presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, Isabel Damasceno, e do vogal, Luís Filipe; da directora da Direcção Regional de Cultura do Centro, Suzana Menezes; e da directora do Museu Nacional Machado de Castro, Lurdes Craveiro.

De referir que a Biblioteca Velha do Seminário Maior de Coimbra se encontra instalada numa das salas do piso térreo e contém uma colecção de cerca de 9 000 livros, considerados de “elevado valor histórico e patrimonial”, nomeadamente impressos entre o início do século XVI e o ano de 1800.

Esta biblioteca começou a ser formada com a doação da biblioteca particular do Bispo-Conde D. Miguel da Anunciação, fundador do Seminário, informa a instituição na sua página na Internet, acrescentando que o “acervo foi depois sendo aumentado com a entrada regular de diversas obras, por compra e por doação”.

“Respondendo à intenção do Bispo Fundador em criar um ‘Colégio’ onde ‘possam viver retirados e com recato’ os que acodem à cidade de Coimbra para frequentar a Universidade, o Seminário teve a preocupação de constituir uma Biblioteca que respondesse às necessidades de todos os estudantes ali alojados: aqueles que se destinavam à vida eclesiástica (Ordinandos) mas também os que se destinavam à vida civil (Porcionistas)”, acrescenta.

Segundo informação do Seminário, “o Decreto de extinção das ordens religiosas (publicado a 30 de Maio de 1834) atingiu os Colégios universitários de Coimbra e está na origem da dispersão das suas ricas bibliotecas”, tendo-se preservado duas: a do Colégio Real de São Pedro (que hoje se guarda na Biblioteca Geral da Universidade) e a Biblioteca Velha do Seminário Maior.

De acordo com o Seminário, a Biblioteca Velha tem como principais características o ser “seleccionada (foi constituída e mantida de forma criteriosa, ao longo de três séculos); específica (servindo de apoio a um universo bem identificado de professores e estudantes); e mantém-se íntegra (resistiu não apenas aos efeitos do Decreto de 1834 mas também ao processo de secularização dos bens da Igreja, que se seguiu à implantação da República, em 1910)”.

Com obras em Latim, Português, Castelhano e Francês, as principais áreas temáticas da Biblioteca Velha do Seminário Maior de Coimbra são Teologia, Direito (Canónico e Civil), Sagrada Escritura, Humanidades e História.