Coimbra  8 de Dezembro de 2019 | Director: Lino Vinhal

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SEF identifica 10 jogadores ilegais e constitui três arguidos

12 de Novembro 2019

Numa operação do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), que decorreu em clubes dos distritos de Aveiro, Coimbra, Leiria, Guarda, Viseu e Castelo Branco, foram detectados 10 atletas em situação irregular no país e constituídos três arguidos.

A acção teve lugar na passada semana e destinava-se à “verificação das condições de entrada e permanência de futebolistas estrangeiros a exercer a actividade em clubes” destes distritos. Foram fiscalizados 26 clubes de futebol e identificados 502 atletas, dos quais 194 eram estrangeiros. Destes, foram detectados “10 em situação documental irregular, ou seja, não habilitados à prática de qualquer actividade em Portugal, tendo nove sido notificados para abandono voluntário do país, no prazo de 20 dias, sob pena de, em caso de incumprimento, virem a ser detidos e objecto de processos de afastamento coercivo”, revela o SEF, adiantando que “um outro cidadão foi notificado para comparência no SEF, uma vez que dispunha de condições para requerer a respectiva regularização documental”.

Ainda no decorrer da operação, foram efectuadas buscas domiciliárias na residência de um agente desportivo, que foi “constituído arguido por auxílio à imigração ilegal e falsificação de documentos, tendo ainda sido constituído arguido um atleta, por falsificação de documentos, e um clube, por auxílio à imigração ilegal e falsificação de documentos”.

“Esta operação tinha como objectivos a prevenção e a sinalização de situações enquadráveis em comportamentos criminalizados, designadamente tráfico de pessoas e auxílio à imigração ilegal, mas também o propósito de apurar qual o grau de cumprimento das determinações legais e regulamentares, do ponto de vista desportivo em vigor, algumas recentemente implementadas pela Federação Portuguesa de Futebol”, esclarece o SEF, que sublinha o “resultado positivo do trabalho desenvolvido por um grupo de trabalho onde está representado o SEF, a Federação Portuguesa de Futebol, a Liga e o Sindicato de Jogadores”.

Um trabalho conjunto que “tem vindo a alterar a imagem negativa associada à situação de ilegalidade e exploração de atletas estrangeiros em Portugal”, nota.

Na última acção do mesmo género, realizada pelo SEF, no final de 2018, num universo menor de clubes e atletas estrangeiros identificados, cerca de 18 por cento estavam em situação ilegal, sendo que agora essa percentagem ficou-se pelos cinco por cento.

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