Coimbra  10 de Dezembro de 2019 | Director: Lino Vinhal

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Sé Velha: Bispo celebra dedicação da Catedral de Coimbra

15 de Novembro 2019

Amanhã (sábado), D. Virgílio Antunes preside, pelas 18h00, na Sé Velha, à celebração da Dedicação da Catedral conimbricense, Igreja-mãe da Diocese de Coimbra.

Após a transferência da sede episcopal desde Conimbriga, no século V, a Catedral de Coimbra conheceu inúmeras vicissitudes históricas e manteve-se como pedra angular e sinal perene da comunhão da Igreja diocesana até aos nossos dias.

O actual edificado da Sé Velha, dedicada a Santa Maria de Coimbra, recebeu uma segunda sagração, no século XII, pelo bispo D. Miguel Pais Salomão, após obras de reconstrução realizadas no reinado de D. Afonso Henriques.

No século XVI conheceu importante requalificação, pelas mãos dos bispos D. Jorge de Almeida (o retábulo gótico de talha dourada, a Porta Especiosa, o revestimento de azulejos mudéjares), D. João Soares (Capela do Santíssimo Sacramento) e D. Afonso de Castelo Branco (sacristia, entretanto redimensionada).

O templo serviu de Sé Episcopal até 1772, ano em que se procedeu à transferência das principais celebrações para a igreja do extinto Colégio de Jesus, actual Sé Nova, e nele estão sepultados 19 bispos de Coimbra.

Após as obras de restauro, comissariadas pelo Bispo D. Manuel Correia de Bastos Pina, no início do século passado, por decreto de 26 de Abril de 1916, assinado pela, então, Sagrada Congregação dos Ritos (Vaticano), a Festa da Dedicação da Catedral passou a comemorar-se, anualmente, a 16 de Novembro.

Explica o Ritual da Dedicação das igrejas que, “desde os tempos antigos, se chamou também «igreja» ao edifício onde a comunidade cristã se reúne para aí ouvir a palavra de Deus, orar em conjunto, receber os sacramentos e celebrar a Eucaristia.

Pelo facto de ser um edifício visível, esta casa constitui um sinal peculiar da Igreja que peregrina na terra e uma imagem da Igreja que habita no Céu.” Assim, o Bispo diocesano dedica, ou seja, oferece ao Senhor o templo para o culto divino. Aí ele tem a sua sede ou cátedra (donde deriva o nome “Sé”ou “Catedral”), onde preside à porção do Povo de Deus que lhe foi confiado.

 

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