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Saúde do Centro lança rastreio do cancro do colo do útero em casa

23 de Outubro 2018

A Administração Regional de Saúde do Centro (ARSC) anunciou, hoje, o lançamento de um projecto de rastreio do cancro do colo do útero em casa dirigido a 800 mulheres, que não efectuam rastreio há quatro ou mais anos.

Aquele organismo refere que “está a realizar um estudo que visa aumentar a participação no rastreio do cancro do colo do útero na região Centro, disponibilizando um método de auto-colheita”.

“Este estudo, que teve início em Outubro, em colaboração com a Infogene, pretende avaliar o nível de aceitação de um método alternativo, baseado na auto-colheita em casa, por parte das mulheres que, por alguma razão, não participam regularmente no programa de Rastreio do Cancro do Colo do Útero na região Centro”, refere a ARSC.

Designado “Rastreio do Cancro do Colo do Útero em casa”, o projecto de investigação é dirigido a 800 mulheres, “escolhidas aleatoriamente do universo das que não realizam o rastreio há quatro ou mais anos, que são convidadas por carta, em que lhes é explicado todo o processo”.

A adesão é livre, bem como o abandono do estudo em qualquer fase, adianta a ARSC.

Caso aceitem participar no estudo, as mulheres recebem em casa um estojo para a auto-colheita de fluido cervicovaginal, que é depois enviado para colheita em envelope pré-pago.

Em laboratório, é realizado o estudo da amostra para eventual detecção de papilomavírus humano (HPV) de alto risco.

Os resultados são transmitidos no prazo de um mês e, “se a análise demonstrar positividade para um HPV de alto risco, será proposta a avaliação médica, por um ginecologista, numa unidade de saúde do SNS com idoneidade reconhecida pela ARSC e totalmente livre de encargos”.

“O método de auto-colheita proposto no projecto de investigação não tem qualquer risco físico para a mulher, sendo semelhante à colocação de um tampão”, garante.

Segundo a ARSC, no caso de um resultado negativo para a presença de HPV de alto risco, a possibilidade de vir a desenvolver um cancro do colo do útero, num período de cinco anos, é muito reduzida.

“Se o resultado foi positivo, pode constituir o primeiro passo para a identificação de potenciais alterações celulares e levar a uma intervenção mais atempada na prevenção do cancro do colo do útero”, salienta a ARSC.

 

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