Coimbra  27 de Janeiro de 2022 | Director: Lino Vinhal

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Rui Rio reeleito líder do PSD, mas Paulo Rangel venceu no distrito de Coimbra

27 de Novembro 2021 Jornal Campeão: Rui Rio reeleito líder do PSD, mas Paulo Rangel venceu no distrito de Coimbra

O eurodeputado Paulo Rangel deu os parabéns a Rui Rio pela sua vitória nas eleições directas para a presidência do PSD e deixou um apelo à unidade do partido.

No distrito de Coimbra venceu Paulo Rangel com 53,8% (738 votos), contra 46,1% (632 votos) de Rui Rio.

No concelho de Coimbra os social-democratas votaram maioritariamente (60,2%) em Paulo Rangel (300 votos), com Rui Rio a ter 39,7% (198 votos).

No distrito de Coimbra, Paulo Rangel venceu em Arganil, Condeixa-a-Nova, Coimbra, Figueira da Foz, Lousã, Mira, Penacova, Penela, Soure e Vila Nova de Poiares.

Rui Rio obteve vitórias nos concelhos de Cantanhede, Góis, Miranda do Corvo, Montemor-o-Velho e Pampilhosa da Serra.

Em Tábua registou-se um empate, com oito votos para cada um dos candidatos.

Pelo concelho de Coimbra vão ao Congresso do PSD cinco delegados afectos a Paulo Rangel, numa lista encabeçada por Paula Alves, e dois na candidatura apoiantes de Rui Rio, numa lista liderada por João Paulo Barbosa de Melo. Vai também Olinda Rio, eleita por uma lista que se proclamava equidistante.

 

Rangel diz que Rio sai legitimado e “com mais força” para as legislativas

O candidato derrotado à liderança do PSD, Paulo Rangel, afirmou que as eleições internas reforçaram a legitimidade de Rui Rio, que irá “com mais força” para as legislativas de 30 de Janeiro.

“Sempre insisti que as eleições internas fossem feitas (…) Julgo que, depois de hoje, ninguém tem dúvidas de que tinha razão: que o processo eleitoral interno não prejudicava o PSD, mas que, tendo sido feito como foi, naturalmente reforçaria a legitimidade do líder”, considerou, na conferência de imprensa em que assumiu a derrota nas eleições directas.

Rangel disse não ter dúvidas que “o agora reeleito presidente do PSD”, Rui Rio, “sai com mais força para as legislativas do que se este processo não tivesse tido lugar”.

“Foi uma prova democrática muito importante para o partido e que vai ter consequências muito positivas para o PSD nas legislativas”, previu.

Nas respostas aos jornalistas, Rangel recusou fazer uma análise dos motivos que estiveram na base da sua derrota.

“Eu candidatei-me porque tinha uma estratégia diferente do candidato que ganhou, os militantes do PSD escolheram a outra estratégia e o outro protagonista para a executar”, apontou.

Questionado se poderá protagonizar uma terceira candidatura à liderança do PSD, no futuro, depois de ter sido derrotado em 2010 e neste sábado, Rangel respondeu: “É uma coisa que não antevejo”, embora acrescentando já ter a experiência suficiente para não fechar totalmente qualquer cenário.

Quanto ao seu futuro próximo, Rangel garantiu que irá cumprir “até ao fim” o seu mandato como eurodeputado.

 

Rio encara vitória com “responsabilidade” e diz que está “picado” para ganhar legislativas

O líder reeleito do PSD Rui Rio disse encarar a vitória com “satisfação, com orgulho, mas acima de tudo com responsabilidade” e reiterou que funciona melhor “picado” e que está “picado para ganhar as legislativas”.

“Encaro esta vitória como todas as outras, com satisfação, com orgulho, mas acima de tudo com responsabilidade”, afirmou Rui Rio, num hotel do Porto, onde acompanhou os resultados das eleições directas.

Como fez ao longo da campanha para as directas, dirigiu grande parte do seu discurso para o futuro.

“Eu funciono melhor quando me picam e efetivamente estou picado para ganhar as legislativas”, salientou.

Sobre possíveis acordos futuros, disse que “vai a eleições democráticas” para “ganhar” e que irá “respeitar essas eleições quer ganhe, quer perca”, esperando a mesma postura dos outros partidos.

O reeleito líder do PSD endereçou “um cumprimento especial ao doutor Paulo Rangel”, com quem, diz, falou “longamente”.

“Aqueles que votaram em mim e apoiaram a minha candidatura merecem duplo agradecimento, porque não prometi nada a ninguém”, considerou.

Agradeceu também a todos os portugueses “que não são militantes”, porque, disse, “foram determinantes para esta vitória”.