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Rui Rio admite dificuldades mas considera que cumpriram “a obrigação”

7 de Outubro 2019

“Não é uma grande derrota, isso era o que estavam a profetizar e alguns desejavam, mas essa grande derrota não existiu”, afirmou, hoje, Rui Rio, líder do PSD.

O líder social-democrata acredita que foi o “enquadramento difícil” vivido no próprio partido que condicionou um melhor resultado, apontando ainda o dedo aos críticos, às sondagens e à comunicação social, contudo lembrou que os resultados são “idênticos” aos de 2015, na altura em coligação com o CDS.

“O PSD não atingiu o seu principal objectivo, que era ter mais um voto e mais um deputado do que o PS”, afirmou no final da noite eleitoral, mas recordando que perante os resultados, até de 2015, este “é positivo”. “O PSD não teve o pior resultado de sempre”, sublinhou.

Para Rui Rio, “o PSD é suficientemente grande e capaz para ser uma alternativa sólida e capaz, a única alternativa para governar Portugal”, disse, reforçando ainda que o partido “deu, nestas eleições, um passo em frente para reconquistar a confiança dos portugueses; basta comparar os resultados nas duas principais cidades do país com as eleições autárquicas e europeias”.

O social-democrata notou ainda a “exuberância dos festejos do PS, logo às 20h00, e o exagero de alguns desejos e profecias sobre a hecatombe do PSD, mas manifestamente falharam”.

Quanto à sua continuidade na liderança do partido, Rui Rio admitiu que era algo a ponderar “com serenidade” e depois de ouvir as pessoas.

“Portugal precisa de um conjunto de reformas estruturais e eu estou disponível para colaborar e a convencer os outros a fazer essas reformas para o futuro. Com o PSD e a quem se quiser associar”, notou Rui Rio, relançando as bases para as próximas eleições – as autárquicas, que são “nucleares e estratégicas”. “Desde 2005 que o PSD está a perder câmaras municipais e juntas de freguesia e tem de se inverter essa tendência. A próxima Direcção nacional tem essa obrigação”.

Quanto aos próximos quatro anos no Parlamento, Rui Rio afirma que: “em função do que o PS quiser fazer, vamos analisar o ambiente política, reunir os órgãos do partido e logo veremos a posição que tomamos e estará em consonância com tudo com o que sempre disse”.

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