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Rui Alarcão/óbito: Faleceu um “grande cidadão”, PR

20 de Agosto 2018 Jornal Campeão: Rui Alarcão/óbito: Faleceu um “grande cidadão”, PR

A morte de Rui Alarcão, ocorrida domingo (19), é lamentada por Marcelo Rebelo de Sousa, que fala do óbito como falecimento de um “jurista excepcional” e de um “grande cidadão”.

Tratava-se de “um homem culto, livre e independente, português modelar e exemplo de seriedade académica e de rectidão de carácter, que nunca esqueceremos; o PR perdeu também um amigo”, escreveu o Chefe do Estado no portal da Presidência da República na Internet.

Professor de Direito Público, Marcelo Rebelo de Sousa refere-se ao extinto como “um dos juristas mais brilhantes da sua geração, civilista que contribuiu decisivamente para o nosso actual Código Civil e para o prestígio da Universidade de Coimbra”.

“Defensor acérrimo da autonomia universitária”, nas palavras de Rebelo de Sousa, Rui Alarcão “pugnou pela excelência do ensino superior e pela sua independência face aos poderes instituídos, na convicção firme e inabalável de que o diagnóstico e a solução dos problemas nacionais se devem fazer através do estudo e do rigor, da ponderação cuidada e da reflexão informada”.

O “doutor Rui Alarcão foi um espírito livre e um homem de liberdade, que exerceu funções públicas de grande relevo, seja como vogal da Comissão Constitucional, seja como membro do Conselho de Estado, aí deixando a marca da sua luminosa inteligência e da sua afabilidade de trato”, conclui o PR.

O primeiro-ministro também lamentou a morte do antigo reitor da Universidade de Coimbra através de uma mensagem na qual homenageia o “eminente jurista” e servidor público.

“Lamento a morte de Rui Alarcão; homenageio o eminente jurista, o reitor da UC, o cidadão sempre empenhado na causa pública e sempre disponível para servir Portugal”, escreveu António Costa na sua conta no Twitter.

Secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres expressou “profunda tristeza” pela morte do antigo reitor da UC, sublinhando o seu “profundo empenhamento cívico, sempre generoso e desinteressado”.

“Portugal tem uma grande dívida de gratidão não só pelo seu distintíssimo trabalho como professor e reitor, mas também pelo seu profundo empenhamento cívico sempre generoso e desinteressado”, lê-se em nota pessoal enviada à Agência Lusa por parte do antigo primeiro-ministro português.

António Guterres declarou ainda o seu “maior orgulho” por ter estado ao lado de Rui Alarcão “em diversos projectos, sempre com o mesmo objectivo de servir o país”.