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Região Centro: Estratégia consegue reduzir sal no pão e na sopa

30 de Agosto 2018 Jornal Campeão: Região Centro: Estratégia consegue reduzir sal no pão e na sopa

A Administração Regional de Saúde do Centro (ARSC) anunciou, hoje, que os projectos da sua estratégia alimentar para reduzir o sal no pão e na sopa estão a aproximar-se dos 100 por cento de cobertura.

Segundo a ARSC, esta estratégia, desenvolvida pelo seu Departamento de Saúde Pública e designada minorsal.saúde, “está prestes a atingir uma cobertura na ordem dos 100 por cento, de acordo com dados do Plano Regional de Saúde da Região Centro 2018-2020”.

A estratégia integra os projectos pão.come e sopa.come e visa “a redução gradual do sal na confecção do pão e da sopa”, com o objectivo “de melhorar os indicadores de saúde no que se refere às doenças cardio e cérebro vasculares da população” da região Centro.

“Em 2017, a taxa de cobertura do projecto pão.come na população da região de saúde Centro atingiu os 97 por cento, enquanto o sopa.come obteve uma cobertura de 87 por cento nas escolas do 1.º, 2.º e 3.º ciclos do ensino básico”, refere a ARSC.

Em 2020, é esperada “uma cobertura de 100 e 88 por cento respectivamente”, avança.

A ARSC explica que o projecto de intervenção comunitária pão.come, que é desenvolvido desde 2007, “contabiliza agora mais cerca de 1 000 estabelecimentos ligados à indústria da panificação, distribuídos por 76 concelhos, e abrange 1,6 milhões de pessoas”.

Este projecto tem como parceiros a Fundação Portuguesa de Cardiologia, a Associação do Comércio e Indústria da Panificação, Pastelaria e Similares e o grupo AUCHAN, e envolve padeiros e uma equipa de profissionais de saúde pública e técnicos de laboratório.

“Este projecto tem vindo a utilizar uma metodologia gradativa de diminuição do teor de sal no pão, sendo a meta proposta, e já atingida, numa grande parte dos estabelecimentos, de 0,8 gramas de NaCI (sal) por 100 gramas de pão”, explica.

O projecto ‘sopa.come’, que foi iniciado há sete anos, “tem como parceiros as sete maiores empresas nacionais de restauração colectiva”, explica.

“A articulação entre o Departamento de Saúde Pública da ARSC e estas empresas tem permitido desenvolver uma intervenção alimentar estratégica em conjunto que, na actualidade, abrange milhares de crianças, pessoas activas e idosos”, acrescenta.