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Quem quer o convento de Santa Clara e o mosteiro de Lorvão?

27 de Dezembro 2016 Jornal Campeão: Quem quer o convento de Santa Clara e o mosteiro de Lorvão?

O convento de Santa Clara (Coimbra) e o mosteiro de Lorvão (Penacova) estão entre os 30 imóveis do Estado para serem concessionados a entidades privadas, a fim de serem convertidos em projectos turísticos.

Todos os imóveis abrangidos pelo programa Revive, do Turismo de Portugal, foram hoje anunciados, abrangendo mosteiros, fortes, antigos quartéis ou conventos, que, sem utilização, têm sido condenados ao abandono e alguns estão em estado de ruína.

A recuperação dos edifícios será feita por privados, através de concessões, estimando-se um valor de cinco milhões por edifício, com um valor final de cerca de 150 milhões de euros. Depois de feitos os concursos, os espaços abrirão portas como hotéis, restaurantes ou até museus.

Entre os imóveis encontram-se, por exemplo, o antigo quartel de Santa Clara, em Coimbra, ao lado da Igreja da Rainha Santa, o mosteiro do Lorvão, onde funcionou um hospital psiquiátrico, o quartel da Graça, em Lisboa, o Forte de São Pedro, no Estoril, o mosteiro de Sanfins de Friestas, em Valença, o palácio de Manique do Intendente, na Azambuja, o Forte do Rato, em Tavira, ou o santuário do Cabo Espichel, em Sesimbra.

As regras do programa indicam que os potenciais concessionários terão de levar a concurso projectos de reabilitação que passem pela restauração do edifício já existente e terão de os manter abertos ao público. Alguns destes espaços serão convertidos em unidades hoteleiras, mas também em restaurantes, ou espaços para concertos ou festivais.

Os períodos da cedência podem variar entre 30 e 50 anos, renováveis, mas o Estado poderá então decidir também que pretende recuperar a sua gestão.