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PS/Santa Clara: Dirigente não está para “fazer de Tomaz”

21 de Maio 2018

Um dirigente da Secção de Santa Clara (Coimbra) do PS, Ramiro Mendes, que lamenta a balbúrdia na eleição de delegados ao Congresso do partido, disse ao “Campeão” não estar para “fazer de Tomaz”.
Com o desabafo, o presidente da Mesa da Assembleia daquela estrutura partidária alude ao limitado papel de “corta fitas” exercido por Américo Tomaz, Chefe do Estado antes de 25 de Abril de 1974.
Para Ramiro Mendes, “há quem goste de instrumentalizar órgãos locais” do PS.
A escolha dos congressistas de Santa Clara ocorreu em dois momentos: a 12 de Maio foi a votos apenas uma lista, encabeçada por Celso Jordão (secretário-coordenador da Secção), tendo sido excluída a opositora; volvida uma semana, era para ter havido um duelo eleitoral, mas só se apresentou a sufrágio um elenco encimado por José Manuel Nunes.
Face à falta de comparência da lista de Celso Jordão, que se demarcou da repetição do acto eleitoral, foram sufragados para representar o PS/Santa Clara no próximo conclave do partido José Manuel Nunes, Rui Alírio, Inês Moura Alves, José Manuel Pereira e Mário Carvalho.
José Manuel e Rui Alírio foram recentes candidatos, respectivamente, a secretário-coordenador da Secção socialista de Santa Clara e a líder concelhio do PS/Coimbra.
Em Janeiro [de 2018], por ocasião da eleição do secretário-coordenador da referida Secção, dois votos permitiram a Jordão suplantar Nunes, havendo sido escrutinados três boletins sem escolha validamente expressa.
Gorada a tentativa de apoiantes de António Costa elaborarem um elenco consensual para escolha dos delegados socialistas de Santa Clara ao próximo Congresso do partido – a que não terá sido alheia a animosidade entre o líder concelhio do PS/Coimbra, Carlos Cidade, e o presidente da Federação distrital, Pedro Coimbra –, a formalização da entrega de duas listas foi tudo menos pacífica.
Entregue à Federação, o elenco encimado por Nunes e Alírio não foi tido em conta para o acto eleitoral aprazado para 12 de Maio, sendo que a Mesa da Secção socialista de Santa Clara ordenou a ida de apenas a lista de Celso Jordão a sufrágio.
Para Ramiro Mendes, tratou-se de o presidente da sobredita Mesa “interpretar à letra” o teor do Regulamento Eleitoral, sendo que, na perspectiva dele, à Federação distrital não cabe ser tida nem achada.
“Sei ser habitual fazer-se o que acabou por acontecer, mas não pactuo com determinadas práticas”, declarou Ramiro Mendes ao “Campeão”.

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