Coimbra  25 de Maio de 2022 | Director: Lino Vinhal

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PS defende referendo sobre separação das freguesias de Santa Clara e Castelo Viegas

31 de Março 2022 Jornal Campeão: PS defende referendo sobre separação das freguesias de Santa Clara e Castelo Viegas

Os eleitos do PS na Assembleia de Castelo Viegas e de Santa Clara defendem um referendo à população sobre a separação destas freguesias, no concelho de Coimbra, após terem rejeitado uma moção da CDU sobre a reposição das duas autarquias.

“Considerando a proposta da CDU ‘Pela reposição das Freguesias’, o Partido Socialista, através dos seus eleitos na Assembleia de Freguesia, participou activamente na discussão e considerou que qualquer solução deve passar pela auscultação da população, pelo que considera que a moção apresentada era extemporânea” – refere o PS, em comunicado.

A moção da CDU foi chumbada, ao recolher apenas o voto favorável do seu eleito, sete votos contra (um do PS) e cinco abstenções (quatro do PS).

“No entanto, os eleitos do PS consideram que a auscultação deve ser concretizada e que se deve aferir a vontade política da população através dos órgãos representativos, tendo proposto ao Executivo da Junta da União das Freguesias de Santa Clara e Castelo Viegas as acções necessárias a esse fim”, referem os socialistas.

Estes dizem lamentar “a recusa do presidente da Junta de Freguesia, com argumentos de não reunir as condições para avançar com a auscultação da população, por ser um processo trabalhoso, que exige muitas horas de trabalho e bastante dispendioso, e por entender não ser um momento para referendo”.

O texto subscrito pelos secretários coordenadores do PS de Castelo Viegas e de Santa Clara, José Luís Morais e Celso Jordão, respectivamente, e os eleitos do PS na Assembleia, Filipa Nobre, Gustavo Rocha, Rui Dias, Maria João Pereira e Sérgio Portugal Fernandes, recorda que “o Partido Socialista sempre esteve contra o processo que levou à agregação de freguesias, na forma como foi feito e que um dos compromissos eleitorais do PS foi retomar esta discussão, dando a palavra aos órgãos autárquicos e às populações, com esta nova lei 39/2021 que entrou em vigor em Janeiro deste ano”.