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Protocolos de protecção do território assinados na Pampilhosa da Serra

19 de Julho 2021 Jornal Campeão: Protocolos de protecção do território assinados na Pampilhosa da Serra

O primeiro-ministro, António Costa, esteve hoje (19) na Pampilhosa da Serra para assinar os protocolos para as primeiras Áreas Integradas de Gestão da Paisagem (AIGP).

Na cerimónia, estiveram presentes vários autarcas dos 27 concelhos onde estarão integradas as primeiras 47 AIGP formalizadas hoje, assim como o ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, e o secretário de Estado da Conservação da Natureza, das Florestas e do Ordenamento do Território, João Paulo Catarino.

As AIGP prevêem a criação de zonas de descontinuidade com outro tipo de culturas em áreas de monocultura de eucalipto ou pinheiro e, para António Costa, vão transformar o território.

“É um sinal para o país que não estamos a fazer investimentos para amanhã, mas investimentos que transformam o futuro do nosso país”, salientou.

Segundo o primeiro-ministro, o projecto permite criar uma nova paisagem, gerando mais valor para o território, apontando para o caso da Pampilhosa da Serra que, para além de ver surgir investimentos na produção de medronho, está a estudar a possibilidade de produzir vinho nas margens do Zêzere.

Para além das AIGP, António Costa destacou ainda um programa previsto no PRR que prevê um investimento de 145 milhões de euros no desenvolvimento de bioindústrias, nas áreas da resina, têxtil e calçado, que poderá valorizar a biomassa presente nos terrenos florestais e, ao mesmo tempo, reduzir o seu risco de incêndio.

“Só se fixam pessoas onde há rendimento para viver. Essa transformação é essencial”, asseverou.

O primeiro-ministro defendeu ainda que o que protege as populações dos incêndios florestais não é o “helicóptero que chega para apagar o fogo”, mas sim um território e uma paisagem que gerem rendimentos e fixem pessoas.

Essa perspectiva, sustentou, está plasmada no próprio Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), em que dos 615 milhões destinados à floresta apenas 10% estão afectos a meios de combate a incêndios.

“É esse país mais seguro, de maior rendimento, de maior coesão e de maiores oportunidades para todos que estamos aqui a desenhar a partir deste programa”, frisou.