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Proença louva desapego de Mota Pinto pelo poder

30 de Novembro 2016 Jornal Campeão: Proença louva desapego de Mota Pinto pelo poder

O advogado Daniel Proença de Carvalho louvou, ontem (29), o “invulgar desapego” de Carlos Mota Pinto pelo poder.

Ministro do Governo (IV) chefiado pelo falecido professor universitário, o advogado referiu-se a Mota Pinto como possuidor de “uma têmpera” que faz falta à classe política.

Proença de Carvalho usava da palavra na apresentação de uma biografia do antigo primeiro-ministro, efectuada no auditório da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra (FDUC).

Da autoria de João Pedro George, o livro alude ao percurso universitário e político do jurista, precocemente falecido, que foi primeiro-ministro, líder do PSD e professor da FDUC.

Além da viúva, Fernanda Mota Pinto, e dos filhos do conceituado civilista, deslocaram-se à FDUC, por exemplo, José Cardoso da Costa (ex-presidente do Tribunal Constitucional), Xavier de Basto, António Arnaut, Arménia Coimbra, João Barbosa de Melo, Fernando Alves Correia, João Nuno Calvão da Silva, Joaquim Gomes Canotilho, Norberto Canha, Fernando Guerra e José Carlos Vieira de Andrade.

Carlos Alberto “soube servir Portugal, com humildade, numa fase difícil e decisiva”, afirmou Proença de Carvalho em alusão à formação do Governo do «Bloco Central» (PS e PSD), cujo mandato foi exercido no biénio 1983 – 85.

Pouco tempo antes de morrer, Mota Pinto foi vice-primeiro-ministro do IX Executivo, saído de uma coligação para fazer face a uma conjuntura difícil.

Para o advogado, o professor universitário “aliava, de forma harmoniosa, uma inteligência brilhante e absoluta integridade”.

“Servir Portugal foi sempre a preocupação” de Carlos Mota Pinto, corroborou o catedrático da FDUC António Pinto Monteiro.

Jorge Figueiredo Dias, catedrático jubilado, recordou palavras do falecido professor universitário a preconizar que qualquer lei seja “sujeita a alteração, democraticamente”, caso se conclua pela necessidade de a submeter a revisão.

Nascido em Pombal, a 25 de Julho de 1936, Carlos Alberto morreu aos 49 anos de idade, vítima de um aneurisma fulminante.

A biografia de Mota Pinto tem a chancela da editora Contraponto, do grupo editorial BertrandCírculo.