Coimbra  17 de Janeiro de 2021 | Director: Lino Vinhal

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Presidente do CHUC pede urgência na construção da nova maternidade

30 de Novembro 2020 Jornal Campeão: Presidente do CHUC pede urgência na construção da nova maternidade

O presidente do Conselho de Administração do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC), Carlos Santos, afirmou, esta segunda-feira (30), que a construção de uma nova maternidade na cidade é “urgente” e que já “peca por tardia”.

“Não tenho indicação da tutela [de quando será construída], mas esse momento é sentido por todos nós como uma necessidade urgente. Sobre essa matéria não há dúvidas da parte de ninguém que é necessária uma decisão urgente sobre a questão da localização do novo serviço de Obstetrícia e Ginecologia. Essa decisão tem sido sublinhada por todos e já peca por tardia”.

Segundo Carlos Santos, os desafios que o CHUC tem de enfrentar de momento com a pandemia vincam ainda mais a necessidade de ser tomada uma decisão “rapidamente”, a partir de “critérios técnicos e clínicos”.

O presidente do Conselho de Administração salientou, ainda, que a decisão tem de ser tomada a partir de “uma visão a longo prazo”, para que a opção tomada seja “correcta, racional e entendida por todos”.

As declarações foram dadas após uma visita às obras realizadas na Maternidade Bissaya Barreto, para remodelação de uma área de forma a assegurar a separação de circuitos para grávidas com covid-19, garantindo condições de segurança e conforto para todas as utentes.

Segundo a directora do serviço de Obstetrícia B, Maria do Céu Almeida, é criado agora um circuito independente para grávidas e puérperas com sintomas de covid-19, podendo o teste ser feito no local, havendo um piso da maternidade dedicado a grávidas que testaram positivo.

“Com esta remodelação, temos um circuito exclusivo, de entrada exterior para grávidas potencialmente infectadas, garantindo a segurança para todas. Sente-se alguma insegurança e as grávidas estão a vir cada vez mais tarde para a urgência. Pensam que não têm segurança, mas há condições, seja para grávidas infectadas ou grávidas sem infecção”, frisou a directora do Departamento de Obstetrícia, Ginecologia, Reprodução e Neonatologia, Teresa Almeida Santos.

 

 

Número de doentes com covid-19 nos Cuidados Intensivos quase triplica em 15 dias

 

O Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) está “muito próximo do limite de capacidade” de resposta à covid-19, devido à falta de recursos humanos, tendo o número de doentes internados nos Cuidados Intensivos quase triplicado, desde dia 16 de Novembro.

“Estamos com cerca de 46 doentes na Unidade de Cuidados Intensivos (UCI), muito próximo do limite de capacidade, que na UCI não é apenas de camas, mas fundamentalmente de recursos humanos”, afirmou o presidente do Conselho de Administração do CHUC, Carlos Santos.

Segundo o responsável, há 49 camas de nível três na UCI e 16 de nível dois, frisando que ainda há disponibilidade de algumas camas num piso dos Hospitais da Universidade, mas que o problema persistirá na “disponibilidade imediata e recursos humanos”.

Carlos Santos alertou, ainda, que o aumento de camas na Unidade de Cuidados Intensivos para doentes covid-19 também implica a desactivação de outras actividades do hospital.

“De cada vez que accionamos um maior número de camas em cuidados intensivos, é necessário mobilizar profissionais de outras especialidades”, explicou, salientando que, por exemplo, a actividade cirúrgica no Hospital dos Covões está parada.

De acordo com Carlos Santos, para além da capacidade de UCI, o CHUC tinha um dispositivo de 90 camas em enfermaria para doentes estáveis de covid-19, que neste momento já se situa nas 150 camas, havendo, de momento, apenas quatro vagas.

De relembrar que, a 16 de Novembro, o CHUC confirmava ter 17 doentes com covid-19 internados na UCI e 83 em enfermaria para doentes estáveis.