Coimbra  13 de Maio de 2021 | Director: Lino Vinhal

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Presidente da CCDR Centro realça “evolução enorme” do Plano de Recuperação”

4 de Abril 2021 Jornal Campeão: Presidente da CCDR Centro realça “evolução enorme” do Plano de Recuperação”

A presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC), Isabel Damasceno, afirma que o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) registou uma “evolução enorme” e vai ser executado no território.

“Houve muitas reações de que o PRR, sendo um instrumento tão importante, não é territorializado”, disse Isabel Damasceno em declarações à agência Lusa, defendendo que, “neste momento, está absolutamente claro que a execução de muitas das suas prioridades vai ser no território”.

A presidente da CCDRC, com sede em Coimbra, reagia às críticas que alguns municípios, comunidades intermunicipais (CIM), associações empresariais e outras organizações fizeram ao documento do Governo na fase de consulta pública.

“Quando foi apresentada a primeira versão do PRR, ficaram receios fundados de que poderia vir a ser pensado e executado centralmente”, admitiu.

Na sua opinião, contudo, “houve uma evolução enorme do ponto de vista de análise do assunto por parte do Governo” e a versão actual “passa por um pensamento estratégico nacional muito balizado pelas prioridades definidas” pela Comissão Europeia (CE).

“Há aqui regras à partida definidas pela CE que o Governo tinha de cumprir”, sublinhou Isabel Damasceno, ao frisar que as CIM, os municípios, as empresas, as diferentes instituições sociais e outras “vão ser executores” do PRR e “não poderia ser de outra maneira”.

Com um Plano de Recuperação e Resiliência “muito ligado às questões sociais de uma maneira geral, como a saúde, o digital e o ambiente, ficam os grandes projectos a ser executados pelo Governo, com uma grande via ou um grande hospital”, frisou.

Além da preparação do Portugal 2030, com a participação de 100 municípios, foi possível “perceber como vai ser o papel destes e das CIM na execução e na utilização das verbas do PRR”, disse.

Isabel Damasceno entende que os autarcas, na sua generalidade, “estão imensamente motivados e com muito grande disponibilidade para serem parceiros na execução” do plano, destinado a “ultrapassar as marcas que a pandemia está a deixar”.

“O PRR foi pensado centralmente, não haveria muitas alternativas de escolhas, tendo em conta o balizamento da Europa. Mas a grande opção da execução tem de ser descentralizada”, preconizou.

Isabel Damasceno antevê que “todos vão ser poucos para executar tanta coisa” no Centro, cabendo à CCDRC “coordenar e apoiar”.