Coimbra  16 de Julho de 2020 | Director: Lino Vinhal

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Presidente da Anafre quer esclarecimentos sobre regras para funerais

13 de Março 2020 Jornal Campeão: Presidente da Anafre quer esclarecimentos sobre regras para funerais

O presidente da Anafre, Jorge Veloso, saudou hoje as medidas que o Governo anunciou para combater o novo coronavírus, mas pediu que sejam dados esclarecimentos sobre a forma como podem decorrer os funerais nos vários municípios.

“Estamos com um problema neste momento, que tem a ver com realização de funerais, por vezes há concentração de massa humana a acompanhar os mesmos e ainda não há uma decisão, esperamos dentro de horas completar essa informação”, afirmou Jorge Veloso, em declarações aos jornalistas no final de uma reunião com o presidente do PSD, na sede nacional do partido.

“Não podemos impedir ninguém de entrar nos cemitérios mas podemos restringir o acompanhamento dos funerais à família”, sugeriu, pedindo que esta situação seja regulamentada.

O presidente da Anafre salientou que esta entidade “tomou já as suas medidas nos planos de contingência que aprovou e que enviou para todas as freguesias”, mas saudou as medidas anunciadas pelo executivo.

“Aceitamos e concordamos com as medidas tomadas, sendo certo que se for preciso tomar outras medidas nós estamos dispostos a aceitá-las”, assegurou.

A reunião com o PSD surgiu na sequência do congresso da Anafre, em Janeiro, e abordou temas como a delegação de competências dos municípios nas freguesias ou a descentralização.

A este propósito, o presidente do PSD, Rui Rio, manifestou concordância com algumas pretensões das freguesias.

“Tive oportunidade de dizer que, em minha opinião, se deveria rever a lei das finanças locais para garantir a autonomia das freguesias relativamente aos municípios”, defendeu.

Por outro lado, Rio reiterou uma ideia que diz defender há vários anos e que passa por os municípios poderem receber uma percentagem de todos os impostos cobrados no concelho e não apenas daqueles ligados à construção e transacção de imóveis, como o IMI ou o IMT.

“Não digo que devem ter mais ou menos dinheiro, digo o modelo (…) Se os municípios tivessem tido financiamento dependente de todos os impostos que são cobrados no concelho, e não só da construção, a evolução de muitos concelhos teria sido diferente”, considerou.