Coimbra  19 de Novembro de 2019 | Director: Lino Vinhal

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Premiado projecto da UC de combate a doenças do envelhecimento

16 de Outubro 2019

O projecto “ProtexAging”, desenvolvido por uma equipa da Faculdade de Farmácia (FFUC) e do Centro de Neurociências e Biologia Celular (CNC-UC) da Universidade de Coimbra, acaba de vencer o prémio “BfK Ideas 2019”, na categoria de ‘Saúde e Bem-estar’.

O galardão insere-se no programa de promoção e valorização da ciência e do conhecimento científico e tecnológico “Born from Knowledge”, que é promovido pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, através da Agência Nacional da Inovação.

O projecto da UC “está a desenvolver uma molécula que pode ajudar a proteger as células da destruição provocada pela osteoartrose e por outras doenças associadas ao envelhecimento”.

O trabalho já realizado pela equipa composta por Alexandrina Ferreira Mendes (docente da FFUC e investigadora do CNC-UC), Alcino Leitão (docente da FFUC e investigador do CNC-UC), Cátia Moreira de Sousa (doutoranda da FFUC) e Gonçalo Pinto Mendes (mestre em Ciências Farmacêuticas pela FFUC) “permitiu a identificação de um composto com propriedades físico-químicas e farmacológicas muito promissoras, capaz de activar uma enzima que protege as células articulares, inibindo os processos destrutivos e activando a reparação articular”, revela a UC.

“A descoberta pode ser o primeiro passo para o desenvolvimento de um medicamento inovador para a osteoartrose – doença que destrói as articulações, causando dor e perda de mobilidade, e que, de acordo com a Organização Mundial de Saúde, afecta 10 a 15 por cento da população mundial acima dos 60 anos”, segundo adianta a UC.

Actualmente não há cura para a osteoartrose, pelo que “ao fim de alguns anos, o seu processo destrutivo leva à necessidade de substituição da articulação por uma prótese”. Assim, os investigadores esperam que “este potencial fármaco possa alterar significativamente esse panorama, que a sua toma numa fase precoce da doença impeça a sua progressão, reduzindo o sofrimento dos doentes e o número de cirurgias”, descreve Alexandrina Ferreira Mendes.

De resto, além da osteoartrose, a utilização do composto poderá estender-se a outras doenças associadas ao envelhecimento, com as neurodegenerativas: “os primeiros testes, num modelo celular de doença de Parkinson, mostram que o composto poderá actuar não apenas em células articulares, mas também em neurónios, travando a degeneração e deterioração funcional dos tecidos”, explica a professora da FFUC e investigadora do CNC-UC.

Em qualquer dos casos, o processo de desenvolvimento de um medicamento ainda está, no entanto, numa fase muito inicial. Após a demonstração ‘in vitro’ da elevada probabilidade de sucesso desta molécula como medicamento para a osteoartrose e para outras aplicações, o passo seguinte será a realização de estudos em animais para comprovar a sua eficácia e segurança.

Neste percurso, a equipa de docentes e investigadores encontra um “importante estímulo” nos prémios recebidos pelo “ProtexAging” – conquistou três no concurso de ideias de negócio “Arrisca C”, a que se junta agora o “BfK Ideas 2019”.

 

FOTO: Paulo Amaral

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