Coimbra  20 de Outubro de 2021 | Director: Lino Vinhal

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Praias costeiras da região Centro têm capacidade para 150 mil pessoas

14 de Junho 2021 Jornal Campeão: Praias costeiras da região Centro têm capacidade para 150 mil pessoas

A Agência Portuguesa do Ambiente (APA), anúncio, hoje (14), que cerca de 46 praias costeiras da região Centro, em 11 municípios, possuem uma capacidade potencial de ocupação de 150 mil pessoas.

O documento sobre a capacidade potencial das praias para a época balnear de 2021, alude a 46 praias costeiras ou de transição (39 grandes e sete pequenas) na região hidrográfica do Centro, distribuídas por 11 municípios dos distritos de Aveiro, Coimbra e Leiria.

Três municípios do distrito de Coimbra concentram cerca de metade (74 800 pessoas) desta ocupação potencial, em 19 praias: 14 na Figueira da Foz (51 200 pessoas, mais de um terço do total de 150 310 potenciais utentes), três em Mira e duas em Cantanhede.

As praias costeiras que apresentam a maior capacidade são a Barra, no município de Ílhavo, com um limite de 11 800 potenciais banhistas, seguida de Mira, com 11 200. No entanto, a praia da Figueira da Foz, o maior areal urbano da Europa (com cerca de dois quilómetros de extensão entre o molhe Norte do rio Mondego e a vila de Buarcos) tem a possibilidade de receber um máximo de 25 400 pessoas, em quatro praias contíguas.

Em sentido inverso – e exceptuando as sete praias pequenas, cujas capacidades variam entre as 330 e as 480 pessoas – os areais costeiros de menor capacidade na região Centro situam-se na Marinha Grande (Pedras Negras), Figueira da Foz (Praia do Forte e Cabedelinho), Leiria (Pedrógão Sul), Cortegaça (Ovar) e Vagueira Norte e Sul (Vagos), com lotações que não excedem as 800 pessoas.

O despacho, assinado pelo vice-presidente da APA, Pimenta Machado, justifica a definição da capacidade potencial de ocupação das praias “para garantir a segurança dos utentes e a protecção da saúde pública, tendo em consideração a área útil das zonas destinadas ao uso balnear, e uma área de segurança mínima por utente”.

Segundo a APA, nas praias costeiras ou de transição, essa área de segurança foi estipulada em 8,5 metros2 por pessoa, “considerando o distanciamento físico necessário por razões sanitárias”.

O despacho refere ainda que em praias não urbanas foi feita uma “ponderação dos valores obtidos face aos equipamentos e infra-estruturas existentes, em particular o estacionamento, e à sensibilidade ambiental da envolvente da praia”.

Mais de oitenta praias fluviais do Centro podem receber cerca de 30 mil pessoas

Oitenta e cinco praias fluviais localizadas maioritariamente em municípios do interior Centro poderão, esta época balnear, receber um limite máximo de cerca de 30 mil pessoas.

Segundo um despacho assinado por Pimenta Machado, relativo à ocupação potencial das praias na época balnear de 2021, 85 espaços de águas fluviais localizados em 35 municípios de seis distritos (Aveiro, Castelo Branco, Coimbra, Guarda, Leiria e Viseu) poderão receber um máximo de 30 630 utentes.

A esmagadora maioria, cerca de 78% (66 no total), corresponde a pequenas praias fluviais, cuja lotação varia entre as 20 pessoas (Foz de Égua e Piódão, no concelho de Arganil, e Carriça, em Oliveira de Frades) e as 440 pessoas (Açude do Pinto, em Oleiros).

De entre as 19 praias fluviais de grandes dimensões, a que possui maior capacidade potencial de utentes (3 500) localiza-se em Valhelhas, no concelho da Guarda, seguida da nova praia fluvial do Rebolim, em Coimbra, com 2 000 lugares de lotação máxima.

Do total de 85 praias fluviais da região Centro, 32 não são qualificadas como praias de banhos, por se tratar de locais “onde não é assegurada a presença de nadadores-salvadores”, justifica o despacho da APA.

Deste lote, de acordo com o mesmo documento, constam cinco grandes praias fluviais: Vale do Rossim, em Gouveia, que tem uma capacidade de ocupação potencial de 1 300 pessoas; Cambas (Oleiros), com uma lotação de 1 100 utentes; duas praias no município de Seia (Sandomil e Vila Cova à Coelheira; com 770 e 640 lugares, respectivamente) e Senhora da Ribeira, em Santa Comba Dão, com 630.

O despacho justifica a definição da capacidade potencial de ocupação das praias “para garantir a segurança dos utentes e a protecção da saúde pública, tendo em consideração a área útil das zonas destinadas ao uso balnear, e uma área de segurança mínima por utente”.