Coimbra  21 de Julho de 2019 | Director: Lino Vinhal

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Potencial aeroporto: Empresa embolsa 20 000 euros da CMC

23 de Março 2018

Foi um gerente radiante que confidenciou, segunda-feira (19), via telefone, ter acabado de lhe ser feita pela Câmara de Coimbra uma aquisição de serviços atinente a um projecto de mobilidade aérea.

A principal autarquia conimbricense, na sequência de procedimento pré-contratual de ajuste directo, outorgou com a empresa CONPROJUR – Consultadoria e Projectos Urbanos um contrato para “revisão estratégica dos planos municipais para a mobilidade aérea”.

Segundo o portal Notícias de Coimbra, a gerência da sociedade está a ser exercida por Manuel Queiró, de Coimbra, desde que, em 2017, ele deixou de desempenhar o cargo de presidente da CP.

Ex-secretário-geral do CDS e antigo deputado à Assembleia da República, o engenheiro civil foi visto, na Câmara Municipal de Coimbra, a 19 de Março [de 2018] (data inscrita no contrato de aquisição de serviços), a falar, radiante, via telemóvel.

No dia da sua tomada de posse, há cinco meses, o líder do Município de Coimbra, Manuel Machado (PS), voltou a acenar com um aeroporto internacional, dizendo tratar-se de “um projecto a iniciar de imediato, partindo de estudos que a Câmara encomendou e pagou, noutros períodos”, sem que lhes haja sido dada sequência.

Manuel Queiró foi líder de um “fórum” que preconizava a abertura da base aérea de Monte Real à aviação civil.

Manuel Machado tem negado ao vereador José Manuel Silva acesso ao dossiê da eventual transformação do aeródromo de Antanhol e Cernache em aeroporto apesar de o mesmo haver sido requerido pelo líder do movimento “Somos Coimbra”.

A autarca do CDS Lúcia Santos afirmou, há dois meses e meio, acerca da prometida transformação do aeródromo de Coimbra em aeroporto internacional, que a cidade está “farta de ser boa só na ficção”.

Trata-se de um projecto que nunca se concretizará, ficando Coimbra “outra vez adiada, num enredo que já é longo, onde a sociedade MetroMondego tem sido protagonista”, opinou a líder da bancada do Partido Popular na Assembleia Municipal (AM) conimbricense.

Para Lúcia Santos, a transformação do aeródromo de Bissaya Barreto em aeroporto internacional não representa mais do que “uma medida motivada por um ímpeto eleitoralista, que o presidente da Câmara Municipal de Coimbra se vê agora obrigado a parecer querer cumprir”.

“Aliás, que outra coisa explicaria melhor a diferença de visão entre o actual líder do Município conimbricense e o presidente da CIM – Região de Coimbra, João Ataíde, que defende, como Manuel Machado já defendeu, a solução da abertura da base de Monte Real à aviação civil”?, questionou a autarca.

Igualmente céptico em relação à implantação de um aeroporto entre Antanhol e Cernache, Nunes da Silva (“Somos Coimbra”) opinou que o presidente da Comunidade Intermunicipal (CIM – RC) desencadeou “o funeral” do empreendimento.

O timoneiro da CIM – RC e presidente da Câmara da Figueira da Foz reafirmou, recentemente, a defesa da abertura da base aérea de Monte Real à aviação civil, manifestando “solidariedade total” ao líder do Município de Leiria nessa matéria.

 

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