Coimbra  25 de Agosto de 2019 | Director: Lino Vinhal

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Portugal é “padrasto” para os jovens

22 de Junho 2018

Dotados de mais formação do que os pais, os jovens, hoje em dia, ganham menos do que aquilo que era auferido pelos progenitores na idade deles, reconhece o Banco de Portugal.

Segundo a instituição, as novas gerações portuguesas estão a perder qualidade de vida, acentuando-se a referida desigualdade há, pelo menos, 15 anos a esta parte.

Trata-se da principal conclusão de um estudo publicado, quinta-feira (21), por economistas do Banco de Portugal, o qual tem por base inquéritos aos orçamentos familiares efectuados pelo Instituto Nacional de Estatística (recolhidos entre 2000 e 2015).

Outra conclusão é a de que estudar compensa – quem está habilitado com o ensino secundário ou possui formação superior apresenta, em média, rendimentos cinco vezes superiores e consumos três vezes maiores dos das restantes famílias.

No entanto, cada geração regride face à anterior. Um pai, licenciado, ganhava mais com a mesma idade e consumia mais do que o filho, também licenciado. Quando chegar à mesma idade, o irmão mais novo já não vai conseguir idêntico salário.

 

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