Coimbra  19 de Setembro de 2019 | Director: Lino Vinhal

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População portuguesa diminuiu e envelheceu

11 de Julho 2019

A população portuguesa diminuiu nos últimos 10 anos e o número de idosos aumentou 18 por cento, passando de 115 idosos por cada 100 jovens, em 2008, para 157 idosos por cada 100 jovens na actualidade.

Os números fazem parte de um novo “Retrato de Portugal” feito pela Pordata, uma base de dados estatísticos da Fundação Francisco Manuel dos Santos, a propósito do Dia Mundial da População, que hoje se assinala.

Comemorando o 10.º aniversário da Fundação, a Pordata faz um retrato sobre a evolução da população nos últimos 10 anos, no qual se destaca o envelhecimento como uma das grandes mudanças: menos 2,6 por cento de pessoas, mais 18,3 por cento de idosos.

Em 2008 o número de idosos por cada 100 pessoas em idade activa era de 27, em 2018 eram já 34 idosos por cada 100.

Com esta evolução o índice de envelhecimento (população com 65 e mais anos/população com menos de 15 anos) passou de 115 por cento em 2008 para 157 por cento em 2018.

Em 10 anos aumentou também a esperança média de vida à nascença, de 78,7 anos para 80,8 anos, especialmente para os homens, e se houve um saldo populacional positivo em 2008 (número obtido pelo total de nascimentos e mortes e de imigrantes e emigrantes) o país perdeu no ano passado 14 400 pessoas. Houve mais gente a entrar, mas o saldo natural (diferença entre número de mortes e de nascimentos) foi o mais baixo desde 2008 (em 2018 nasceram menos 17 600 crianças se comparando com 2008).

Segundo os números apresentados pela Pordata, aumentou o número de imigrantes, cerca de 43 000 no ano passado, mais 13 000 que há 10 anos. Mas também aumentou o número dos que saíram: 31 000 em 2018, mais 11 000 do que em 2008.

A última década mostra ainda outros valores curiosos, como ter aumentado em 20 pontos percentuais os nascimentos entre pais não casados. E em 19 por cento destes casos os pais nem viviam juntos (mais 12 pontos percentuais em relação a 2008).

Aumentou também o número de crianças nascidas de pais que já tinham filhos de outros relacionamentos (17 por cento do total de nascidos, contra 12 por cento há 10 anos).

Mas houve uma diminuição do número de casamentos, menos 9 000, com cerca de dois por cento a serem casamentos entre pessoas do mesmo sexo (em 2018, em 2008 não era permitido). Dos casamentos de 2018 um em cada três foi católico, ainda que os casamentos católicos diminuíram em 12 pontos percentuais face a 2008.

“Assistiu-se, entre 2008 e 2018, a um aumento das famílias de uma pessoa (em 37 por cento), de famílias monoparentais (em 47 por cento) e de casais sem filhos (14 por cento). Por sua vez, decresceram os casais com filhos (em nove por cento) e outros tipos de composição familiar (em 27 por cento)”, diz ainda a Pordata no retrato que faz de Portugal.

De resto dizem também os números comparados que a taxa de risco de pobreza diminuiu ligeiramente de 2007 para 2017, que em 10 anos diminuiu em 11 pontos percentuais a população apenas com o ensino básico, e que houve uma descida de 23 pontos percentuais na taxa de abandono escolar.

Mas na Saúde os números foram a subir. Em 2018 estavam registados na Ordem dos Médicos quase 52 000 profissionais e, na Ordem dos Enfermeiros, 71 600. Face a 2008, o aumento foi de mais de 14 000 médicos e de cerca de 17 500 enfermeiros.

 

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