Coimbra  21 de Julho de 2019 | Director: Lino Vinhal

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Politécnico: IPC desembolsa 220 000 euros em 36 meses a comunicar

12 de Abril 2019

O Instituto Politécnico de Coimbra (IPC), que abriu, recentemente, procedimento concursal para aquisição de serviços de assessoria de Imprensa, pagou, em 2018, 70 000 euros a uma empresa, apurou o “Campeão”.

Trata-se da Símbolo de Memória, que havia sido contratada para prestação de serviços à Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Coimbra, em Agosto de 2016, quando o timoneiro da ESTeSC era Jorge Conde, eleito em Maio de 2017 para a presidência do IPC.

O actual procedimento concursal, cujo prazo para entrega de candidaturas expirou na semana passada, abrange um horizonte de 36 meses e o pagamento também ronda o montante de 70 000 euros por ano.

O critério de adjudicação consiste na “melhor relação qualidade – preço”. Os aspectos referentes à qualidade têm um «peso» de 60 por cento, sendo aferida a “experiência profissional” e a “qualificação da equipa”.

Ao contrato outorgado no Verão de 2016 pela ESTeSC e pela sobredita empresa correspondeu uma remuneração mensal de 2 500 euros (menos de metade do valor previsto para o que vier a ser subscrito pelo IPC).

A contratação da Símbolo de Memória para prestar, em 2018, serviços de assessoria de comunicação e marketing ao Instituto Politécnico de Coimbra (de que a ESTeSC faz parte) foi efectuada mediante deliberação do Conselho de Gestão do IPC.

Em Janeiro de 2017, o “Campeão” noticiou, através da edição impressa, que a ESTeSC contratara a Símbolo de Memória e recrutara uma ex-jornalista.

Jorge Conde negou, na altura, que isso tivesse a ver com a sua candidatura a timoneiro do IPC (eleito em Maio de 2017) e lamentou que o Instituto não possuísse uma política integrada de comunicação e marketing.

Para Jorge Conde, o interesse do nosso Jornal pelo assunto deveu-se, então, ao “período eleitoral” e à circunstância de ele ser timoneiro da Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Coimbra e candidato a presidente do Instituto Politécnico.

Ao reclamar a paternidade da ideia de habilitar o IPC com o lugar de pró-presidente para a comunicação e marketing, o outrora líder da ESTeSC considerou que a profissionalização da gestão da imagem e da comunicação do Instituto é “um dado obrigatório para ultrapassar as dificuldades em angariar alunos e negócios”.

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