Coimbra  16 de Outubro de 2019 | Director: Lino Vinhal

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Politécnico de Coimbra: Projecto permite redução da tarifa de resíduos

18 de Setembro 2019

O Projecto LIFEPAYT tem como objectivo que os cidadãos paguem apenas o que deitam no contentor do lixo indiferenciado e separem mais em casa para terem acesso a uma tarifa mais justa.

O Politécnico de Coimbra (IPC) está a desenvolver um projecto para a diminuição dos resíduos indiferenciados, o sistema PAYT (pay-as-you-throw) que permite que cada cidadão pague apenas o lixo indiferenciado que deita fora.

Desta forma, possibilita a redução do valor da tarifa da gestão de resíduos sólidos na factura da água.

Com esta sensibilização ambiental pretende-se levar a um aumento da reciclagem, de modo a que Portugal cumpra as metas ambientais impostas pela União Europeia.

O projecto encontra-se em fase de testes, com amostras da população em Lisboa, Aveiro e Condeixa-a-Nova. Em Lisboa e Condeixa o sistema aplica-se aos produtores comerciais; em Aveiro ao lixo doméstico.

Em Lisboa, os grandes produtores de resíduos, como supermercados e hospitais, que aderiram à nova tarifa, assinaram um contrato com o Município. Cada contentor entregue possui um sensor com um número de série e é registada a frequência da recolha numa base de dados.

Catarina Sousa, gestora do projecto e investigadora da Escola Superior Agrária de Coimbra explica que, no caso de Aveiro, cada cidadão recebe um cartão electrónico para utilizar os contentores que se encontram na via pública.

Os contentores possuem uma tombola giratória, na qual cabe um saco de 40 litros e apenas os munícipes com cartão é que podem utilizar os contentores, porque estes só abrem depois da respectiva leitura.

Ao passar o cartão no contentor é enviada para a plataforma digital a informação sobre o utilizador, ficando registado o dia em que foi lá colocado o saco.

Em Condeixa-a-Nova, os contentores para resíduos têm um ‘chip’ e os dados são lidos através de um sistema específico que existe no veículo, passando a informação automaticamente para a plataforma digital. Posteriormente são encaminhados para uma base de dados, para análise.

Desta forma, quem produz lixo é associado à quantidade de resíduos indiferenciados que produz, quer seja em termos domésticos, quer em termos comerciais. O pagamento é mensal e a factura é enviada pelo Município a quem adere.

De acordo com Catarina Sousa, o objectivo é “incentivar o aumento da reciclagem e esta vai permitir uma redução na factura final, uma vez que os cidadãos apresentam um menor volume de resíduos indiferenciados”.

Em Aveiro, local onde o projecto é aplicado a nível doméstico, para além da reciclagem, está a ser implementada uma outra alternativa. A compostagem dos resíduos orgânicos vai permitir uma redução ainda maior da factura, visto que são estes que mais pesam devido à presença de água.

O projecto prevê a disponibilização de compositores e realização de acções de formação para explicar o seu modo de funcionamento, para que mais pessoas os saibam utilizar.

O valor a pagar por cada cidadão irá depender do tarifário PAYT que o seu município implementar.

A respectiva Câmara Municipal torna-se, assim, responsável pela sua gestão directa e calcula o valor de acordo com o volume dos resíduos depositados num determinado contentor, que integra um sistema fechado de dados e controle de acesso.

 

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