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Polémica com arqueólogos: Autarca reage como quem se sente

14 de Novembro 2018

Manuel Machado indicou, ontem, que um vídeo com declarações dele sobre a contratação de arqueólogos foi “metodicamente editado e, por isso, descontextualizado”, tendo provocado uma “reacção extemporânea”.

Declarações do autarca, recentemente reproduzidas, deram “origem a uma reacção extemporânea do presidente do Sindicato dos Trabalhadores de Arqueologia (STARQ)”, Regis Barbosa, refere um comunicado da Câmara de Coimbra, adiantando que “o vídeo não editado pode ser visualizado no canal oficial do Youtube e no sítio web do Município”.

Regis Barbosa apodou de absurdas declarações de Manuel Machado, que também lidera a Associação Nacional dos Municípios Portugueses (ANMP), acerca da obrigatoriedade de as autarquias contratarem arqueólogos para projectos de obras.

O líder da ANMP sugeriu uma alteração legislativa para redução da exigência de obrigatoriedade de as câmaras municipais contratarem arqueólogos, a fim de que não criem obstáculos às obras públicas nem aumentem os seus custos, durante uma sessão pública, a 26 de Outubro [de 2018].

O presidente da Câmara de Coimbra lembrou, então, que para as obras de estabilização e requalificação da margem direita do Mondego teve de “contratar arqueólogos” e, terminado o seu trabalho, “a coisa mais antiga” por eles descoberta foi o que restava de carrinhos de hipermercados usados para transporte de bebidas por ocasião das festas académicas.

Na sessão de consignação de um empreendimento, perante o ministro do Ambiente, “entre outros considerandos”, Manuel Machado alertou para a necessidade de “aperfeiçoamento da legislação portuguesa, que introduza um racional que poupe tempo e dinheiro, referindo-se à obrigatoriedade de contratação de arqueólogos”, afirma a presidência da Câmara de Coimbra.

Essa contratação é “compreensível em determinadas situações”, mas não noutras, como “a empreitada de desassoreamento do rio Mondego, destinada a repor o leito à quota de 1985”, sublinha o comunicado da CMC.

Um vídeo com as declarações de Manuel Machado, durante a sobredita cerimónia, foi partilhado por investigadores e professores nas redes sociais, nomeadamente no Facebook, e chegou ao fórum Archport, de profissionais da arqueologia e da museologia.


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