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Poder Local: “Somos Coimbra” rotula de atávica a governação do PS

11 de Dezembro 2018

O vereador independente da Câmara Municipal de Coimbra rotulou, ontem (10), de “atávica e autocrática” a forma de o PS governar a autarquia, “com o amparo do PCP”.

Para José Manuel Silva, líder do movimento “Somos Coimbra” e anterior bastonário da Ordem dos Médicos, trata-se de uma forma responsável pela “progressiva perda de importância e atraso de desenvolvimento” do Município.

Que debates estratégicos ocorreram nas reuniões da CMC, volvido um ano sobre as eleições autárquicas de 2017? questionou, enfaticamente, o vereador, vincando que apenas sobem às sessões “assuntos de gestão corrente”.

“Apresentámos já dezenas de propostas e são todas ignoradas”, lastimou o autarca.

Segundo ele, “o PS de Coimbra, com 18 por cento de votos dos eleitores e suportado pelo PCP, usa e abusa antidemocraticamente do seu poder de maioria relativa para obstaculizar todas as propostas apresentadas pelos vereadores da oposição, por mais construtivas que sejam, corrompendo o socialismo e o espírito e a letra da lei”.

“O que mais me surpreende nesta minha iniciação à política autárquica é a confrangedora ausência de qualquer debate estratégico na Câmara de Coimbra, como se ela fosse governada por iluminados (…); é o espírito coimbrinha e provinciano no seu pior”, alegou José Manuel Silva.

O líder do movimento cívico disse que, “quando ‘Somos Coimbra’ governar a Câmara, haverá uma postura diametralmente oposta [à actual] nas reuniões do executivo municipal”.

“Se não tem medo da democracia construtiva e se quer o melhor para Coimbra”, afirmou o vereador independente ao dirigir-se a Manuel Machado (PS), “desafiamo-lo a agendar debates regulares nesta Câmara sobre o aeroporto de Coimbra, o Metrobus, a reindustrialização do concelho, a dinamização da sociedade iPparque, o aproveitamento do rio Mondego, a recuperação da «Baixa» citadina, a criação e requalificação de parques urbanos, mobilidade e transportes, a relação Câmara-Universidade, descentralização e desconcentração, demografia, acção social, Património da Humanidade da UNESCO, maternidade conimbricense, meio ambiente e sobre a política dos cinco r’s: reduzir, reutilizar, recuperar, renovar e reciclar”.

 

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