Coimbra  21 de Outubro de 2020 | Director: Lino Vinhal

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Plataforma Coimbra 2030 avalia efeitos da pandemia em 19 municípios

30 de Setembro 2020 Jornal Campeão: Plataforma Coimbra 2030 avalia efeitos da pandemia em 19 municípios

A Plataforma para o Desenvolvimento da Região de Coimbra, que foi hoje apresentada, está a avaliar os efeitos da pandemia nos 19 concelhos que integram esta Comunidade Intermunicipal (CIM).

Projecto conjunto da Universidade de Coimbra (UC), através do Centro de Investigação em Economia e Gestão da Faculdade de Economia, da CIM da Região de Coimbra e do Instituto Pedro Nunes (IPN), no contexto da pandemia de covid-19, a Coimbra 2030 visa, como foi sublinhado na sessão de apresentação da plataforma, apoiar o desenvolvimento económico e social da região, que agrega 19 municípios.

As autarquias não escaparam, naturalmente, à “crise sem precedentes, nos tempos modernos”, na saúde pública, provocada pela pandemia, com “impactos imediatos e futuros imprevisíveis” a nível global na economia, e a plataforma está a avaliar o modo como ela se reflectiu em cada um dos 19 municípios da CIM da Região de Coimbra.

Para isso, 14 estudantes de sete cursos diferentes e de três nacionalidades, em plena pandemia, contactaram e deslocaram-se a todos aqueles municípios, durante os três meses de um curso de Verão, para recolherem dados sobre as despesas e perdas de receitas das respectivas Câmaras no âmbito da pandemia, como explicaram hoje, na Faculdade de Economia de Coimbra, na sessão de presentação da plataforma.

O relatório final fará a análise por município, mas já pode ser adiantado que a generalidades das Câmaras “superaram o desafio” (de responder e atenuar efeitos da pandemia na vida das pessoas e empresas), com “recursos próprios”, e revelaram “grande adaptabilidade” e “resiliência” à situação, sublinharam.

O trabalho faz parte do Laboratório de Investigação da Região de Coimbra, que está “vocacionado para a realização de actividades de investigação científica de suporte ao desenvolvimento de boas políticas públicas”, desenvolvido no âmbito da Coimbra 2030.

Entre essas actividades, referência designadamente para a “realização de estudos, acompanhamento de políticas e avaliação de impactos, quer quanto ao nível dos meios mobilizados, quer quanto aos resultados expectáveis ou observáveis, bem como a contribuição para a identificação de vias de desenvolvimento da Região de Coimbra”.

Além do Laboratório, a plataforma (acessível em https://www.uc.pt/feuc/coimbra2030) tem duas outras acções em curso: o Observatório da Região de Coimbra (recolha e tratamento de dados estatísticos e boas práticas regionais, nacionais e internacionais) e Operação Região de Coimbra 5.0, que se debruçará sobre a “recuperação económica e social da região no quadro pós-pandémico”, reunindo especialistas para identificarem “os principais desafios da actual conjuntura” e projectarem uma recuperação capaz de responder às necessidades dos cidadãos.

Na sessão, para além de estudantes/investigadores envolvidos no projecto, participaram o reitor da UC, Amílcar Falcão, o presidente da CIM da Região de Coimbra, José Carlos Alexandrino, entre outros autarcas, o director de Inovação do IPN, Carlos Cerqueira, o director da Faculdade de Economia de Coimbra, Álvaro Garrido, e, entre outros docentes desta faculdade, os coordenadores da Plataforma Coimbra 2030, Margarida Mano e Luís Moura Ramos.

“A dinâmica da Faculdade de Economia da UC”, da qual este projecto é reflexo, está em “alinhamento” com a Universidade, designadamente na “capacidade de criar redes colaborativas”, destacou Amílcar Falcão, assegurando que a instituição está cada vez mais próxima e aberta ao território e à comunidade.

A UC é uma universidade internacional, mas nada é “global, se não começar por ser regional”, alertou.

“A Universidade tem vindo a mudar a um ritmo muito interessante, não ao ritmo a que gostaríamos, mas que pelo menos eu e muitos gostaríamos”, reconheceu, “mas tem vindo a mudar” e sempre privilegiando a “liberdade de pensamento e de expressão”, sustentou.