Coimbra  27 de Maio de 2019 | Director: Lino Vinhal

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Piscinas/greve: Eleições evitaram paralisação em 2017

2 de Maio 2019

Uma greve como a que encerrou, hoje, piscinas da Câmara de Coimbra esteve na iminência de acontecer em 2017, mas a autarquia reatou o pagamento de abono para falhas a meio ano das eleições autárquicas.

Recepcionistas dos complexos de piscinas municipais com direito a abono para falhas reivindicam o pagamento de montantes referentes a um período de cerca de uma centena de meses, iniciado em 2009 (ano de alteração da legislação aplicável).

Reatado há dois anos, o pagamento começou por abranger o quinquénio 2004 -09.

Uma paralisação de funcionários da Câmara Municipal de Coimbra em serviço nos complexos de piscinas encontra-se convocada para 02, 03 e 04 de Maio.

O vereador Carlos Cidade, com o pelouro do Desporto, disse que apenas um dos seis considerandos invocados pelo pessoal diz respeito à autarquia e que ela está a dar-lhe cumprimento.
Uma sentença do Tribunal Administrativo e Fiscal de Coimbra, a cujo teor o “Campeão” teve acesso, condenou a Câmara conimbricense, em Julho de 2018, “a concluir, no prazo de 90 dias, o procedimento conforme requerimento”, datado de 31 de Outubro de 2013, da autoria do Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local (STAL).

Em 2015, o mesmo vereador (antigo dirigente sindical) foi alvo de reparo por parte do Ministério Público devido a violação da greve efectuada, um ano antes, por trabalhadores dos Serviços de Higiene Urbana da autarquia.

Um inquérito que teve Carlos Cidade como arguido foi arquivado, então, mediante pagamento de uma injunção no montante de 1 500 euros.