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Petição para obras na José Falcão perto de chegar às 4 000 assinaturas

2 de Fevereiro 2017 Jornal Campeão: Petição para obras na José Falcão perto de chegar às 4 000 assinaturas

O problema das obras urgentes na Escola Secundária de José Falcão, em Coimbra, está perto de chegar à Assembleia da República. A Associação de Pais e Encarregados de Educação (APEE) criou uma petição que já ultrapassou as 3 500 assinaturas, precisando de apenas mais 500 para atingir o objectivo de chegar ao Parlamento.

A ideia é que a discussão possa chegar à Assembleia, para alertar o Governo para a necessidade urgente de uma intervenção de fundo na escola, que é uma das mais emblemáticas do país.

“A mobilização foi enorme, tanto na cidade de Coimbra como fora dela, o que evidencia ainda mais a necessidade das obras”, explica a Associação de Pais, acrescentando que “embora os membros da APEE estivessem plenamente empenhados nesta causa”, nunca pensaram que “a adesão da sociedade civil à petição fosse tão elevada”.

Em apenas um mês e meio a petição conseguiu angariar 3 500 assinaturas.

“Percebemos que a Escola Secundária de José Falcão é mais do que a escola dos seus alunos, é um património histórico e simbólico da cidade, de todos os que lá passaram e que se revêm no potencial que a escola tem!”, salientou Marta Mascarenhas, presidente da APEE.

O estabelecimento escolar celebrou, no ano passado, 180 anos, tendo sido criado em 1836 como Liceu de Coimbra e, hoje, classificado como Monumento de Interesse Público. Por lá passaram ilustres figuras do nosso país (como Miguel Torga, Almada Negreiros, Eça de Queirós, Bissaya Barreto ou António Almeida Santos), contudo, “luta há décadas pela execução de obras, que têm sido constantemente adiadas”, lamenta a APEE, uma situação que considera “inconcebível”.

O edifício principal e os seus equipamentos estão “num estado de degradação evidente” e “se nada for feito, está em causa o bem-estar e a segurança dos quase 1000 alunos, professores e funcionários”.

Grande parte da canalização e da instalação elétrica é ainda a original. Há infiltrações e humidade por todo o edifício. Chove no laboratório de Física e em algumas salas, bem como no pavilhão, cujo pavimento apresenta fissuras perigosas para a integridade física dos alunos.

Uma vez que não há climatização, há alunos que levam mantas, para poderem suportar os rigores do Inverno, enquanto que no Verão, os espaços são “insuportavelmente quentes”.

A Associação sublinha que estas “condições afetam de sobremaneira a concentração dos alunos, sendo que o seu número aumentou significativamente no ano letivo de 2016/17”.

A APEE apela a todos os que se identifiquem com esta causa – pais de alunos actuais, antigos alunos e professores, cidadãos preocupados em geral – que subscrevam a presente petição (http://www.apeejosefalcao.pt/): “Para que os alunos da Escola Secundária José Falcão voltem a ter prazer em estudar nesta instituição de referência e para que a memória coletiva deste estabelecimento, tão rica, seja condignamente preservada”.