Coimbra  26 de Junho de 2019 | Director: Lino Vinhal

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Penela: Luís Matias faz advertência em prol da coesão territorial

1 de Fevereiro 2019

O presidente da Câmara de Penela, Luís Matias, pediu, ontem (quinta-feira), respeito por quem escolhe territórios de baixa densidade populacional para residir ou trabalhar.
O autarca, que intervinha, perante o ministro do Ambiente, numa sessão referente à protecção dos recursos hídricos, fez a apologia da articulação entre zonas urbanas e rurais como instrumento de coesão territorial.
O governante João Pedro Matos Fernandes lamentou que ao conceito de territórios de baixa densidade seja associado, frequentemente, um sentido pejorativo, desabafo susceptível de ser interpretado, à luz do contexto em que foi proferido, como um estímulo contra o fatalismo.
O ministro do Ambiente e o autarca, tendo como pano de fundo o flagelo dos fogos florestais, participaram numa sessão sobre intervenções prioritárias de protecção dos recursos hídricos.
“Não vale a pena procurar inventar a roda, ela foi inventada, e importante é tê-la a funcionar”, recomendou o líder do Município de Penela.
Nas margens da ribeira da Azenha, adjacente à vila do Espinhal, o governante plantou uma árvore (freixo) num cenário descrito por Luís Matias como “laboratório vivo” em prol das políticas de sustentabilidade ambiental.

Ao abrigo de um projecto-piloto, o Ministério do Ambiente vai disponibilizar verbas a proprietários que, pelas suas boas práticas, contribuam para a qualidade ambiental do país.

Segundo a Agência Lusa, trata-se de um projecto pioneiro que envolve, por exemplo, a Serra do Açor (Centro de Portugal).

Com esta medida, prestes a entrar em vigor, o Governo pretende fomentar a substituição de árvores de maior rendimento por espécies autóctones, pagando aos proprietários a diferença inerente à mudança.

“Vamos pagar a substituição de espécies e, em segundo lugar, fazer contratos, por duas décadas, em que remuneramos, a cada ano, a diferença de rendimento”, indicou Matos Fernandes.

Segundo o governante, o projecto-piloto tem início em 2019 e, a cada ano, haverá outras verbas para serem assinados novos contratos abrangendo outros territórios, sendo necessário que os terrenos estejam cadastrados.

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