Coimbra  9 de Maio de 2021 | Director: Lino Vinhal

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Penela e Soure integram projecto de reabilitação para pessoas em zonas isoladas

4 de Fevereiro 2021 Jornal Campeão: Penela e Soure integram projecto de reabilitação para pessoas em zonas isoladas

Os concelhos de Penela e Soure integraram o ROSIA, um projecto focado na reabilitação remota de utentes em áreas isoladas, através “de tecnologia de ponta, novos caminhos de cuidado e apoio comunitário”.

O ROSIA – serviço de reabilitação remota para áreas isoladas – pressupõe o acompanhamento de pessoas em reabilitação, através de novas tecnologias, como a realidade virtual e aumentada, câmaras de profundidade, sensores IoT ou a inteligência artificial. Este processo será feito com a proposta de exercícios em ambiente de jogos.

Numa fase inicial o ROSIA vai centrar-se em sete patologias – lesão crónica da medula espinal, lesão cerebral adquirida, pneumologia, artroplastia, doença cardio-vascular, fractura da anca e covid-19.

Os municípios de Penela e Soure estão envolvidos no apoio às actividades dos testes piloto no terreno, “de forma a facilitar o apoio local à gestão, operação e intermediando as actividades de experimentação com os utentes”, informou a autarquia de Penela.

O projecto, que representa 12 parceiros em cinco países, foi lançado, na semana passada, num evento online.

O lançamento teve mais de 30 participantes que partilharam as suas opiniões sobre o significado desta iniciativa para a melhoria dos sistemas de saúde e de cuidados nas respectivas regiões.

Sandra García, do Instituto Aragonés de Ciencias de la Salud (IACS), presidente deste projecto, abriu a reunião considerando que os envolvidos serão pioneiros, dado que actualmente não existe “um sistema público de cuidados de saúde que tenha implementado uma reabilitação de autogestão apoiada em grande escala e facilitada por tecnologia de ponta”.

“A nossa abordagem inovadora de co-desenho e desenvolvimento do modelo e vias integradas de tele-reabilitação, assegurará que o ROSIA promova a equidade na prestação de serviços sociais e de cuidados de saúde em toda a Europa”, acrescentou Sandra García.

Para além disto, o projecto visa a criação de um catálogo de produtos e soluções de base tecnológica que podem ser recomendadas para as patologias abrangidas pelo projecto.

Segundo a professora Aine Carrol, do Hospital Nacional de Reabilitação, na Irlanda, “a tecnologia não é suficiente”, sendo preciso “compreender as necessidades das pessoas e a complexidade dos sistemas de saúde nacionais, de modo a idealizar e desenvolver soluções que possam ser eficazes e capazes de ser escalonadas”.

Por isto, o projecto apresenta-se com quatro áreas de trabalho – “modelo integrado de cuidados de saúde, para dar continuidade aos cuidados dos pacientes, dispositivos e serviços de alta tecnologia de reabilitação, melhoria da experiência dos pacientes e modelo de negócios sustentável”.

O projecto, que é financiado pelo Programa de Investigação e Inovação do Horizonte 2020, da União Europeia, constitui um investimento de 5,5 milhões de euros e está a ser desenvolvido pelo Instituto Aragonés de Ciencias de la Salud (Espanha), pelo Hospital Nacional de Reabilitação (Irlanda), e pelo Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra.