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Pedro Machado visitou Hospital Compaixão no âmbito do Turismo Médico

27 de Outubro 2020 Jornal Campeão: Pedro Machado visitou Hospital Compaixão no âmbito do Turismo Médico

O presidente do Turismo Centro de Portugal, Pedro Machado, visitou, esta terça-feira (27), as instalações do Hospital Compaixão, em Miranda do Corvo, com o objectivo de se inteirar das condições desta unidade de saúde no âmbito do Turismo Médico.

A visita, a convite da fundação ADFP – Assistência, Desenvolvimento e Formação Profissional, responsável pelo Hospital, surgiu na sequência de uma reunião que Pedro Machado teve com representantes de fundos de investimento internacionais que actuam na área do Turismo Médico.

“O Turismo do Centro de Portugal está muito empenhado em desenvolver e estruturar o Turismo Médico. Há a ambição de captar o mercado do Centro e Norte da Europa. Recentemente, recebi um grupo de investidores do Reino Unido que procuram espaços de qualidade a nível médico e que estejam localizados em territórios em que haja contacto com a natureza e o ar livre, como é aqui o caso da Serra da Lousã. Lancei a esse grupo o desafio de constituir uma região-piloto para os seus projectos no Centro de Portugal e a Fundação ADFP pode vir a ser um parceiro importante, com este hospital, que está situado numa sub-região com capacidade de alojamento hoteleira e que oferece aos doentes e acompanhantes a possibilidade de poderem prolongar e diversificar a sua visita, com experiências variadas, de fruição de turismo de natureza, turismo activo, a pé ou de bicicleta”, explicou Pedro Machado, durante a visita.

Apesar de estar concluído desde 2019, o Hospital Compaixão não está em funcionamento, por falta de acordos com o Estado.

Segundo a Administração do edifício hospitalar, o espaço dispõe de um bloco cirúrgico com duas salas de operações, estando capacitado para fazer todos os tipos de cirurgias, além de reunir grande capacidade para a realização de exames complementares de diagnóstico.

A nível de internamento estão disponíveis 54 camas, das quais 40 para cuidados continuados.

No total, o edifício ocupa 5 000 metros quadrados, distribuídos por três pisos, para além dos 11 000 metros quadrados de espaços exteriores.

“Este Hospital Compaixão é um grande projecto para a região, que pode representar um contributo inestimável para a coesão territorial, uma vez que é uma estrutura edificada num território deprimido do Pinhal Interior, e que tem a capacidade de gerar 100 empregos, quando estiver a funcionar. Infelizmente, ainda não teve a atenção devida por parte do Governo e das entidades públicas regionais. É inaceitável que, face à situação de emergência que o país vive, este equipamento não esteja disponível, por falta de reconhecimento do Ministério da Saúde. Custa a entender, quando vemos municípios a criarem hospitais de campanha em pavilhões gimnodesportivos. É uma questão de coerência ética e moral”, acrescentou Pedro Machado.