Coimbra  23 de Novembro de 2020 | Director: Lino Vinhal

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PCP rejeita localização da nova Maternidade nos HUC e quer os Covões

12 de Novembro 2020 Jornal Campeão: PCP rejeita localização da nova Maternidade nos HUC e quer os Covões

“A decisão do Governo de inserir a Maternidade no perímetro dos Hospitais da Universidade de Coimbra é errada” – considera a Direcção da Administração Pública Central da Organização Regional do PCP.

Segundo a posição hoje divulgada, o PCP sublinha que “tem vindo a alertar que sucessivas agregações levaram à excessiva concentração de serviços e valências no pólo central dos HUC, o que tem reduzido a capacidade de resposta dos cuidados de saúde em Coimbra”.

“A concentração excessiva de serviços no Bloco Central dos HUC, espaço já de si muito sobrecarregado e de acessos muito congestionados, também tem afectado a capacidade de resposta dos serviços”, acrescentam os comunistas.

O PCP reafirma “a defesa da construção de um serviço de obstetrícia e neonatologia em Coimbra, moderno e que abarque o número de partos das actuais maternidades, junto ao Hospital Geral dos Covões – que nesta pandemia se confirmou mais uma vez como unidade de excelência, capaz de prestar cuidados diferenciados – equipado com as especialidades próprias de um Hospital Central que se articulem com as exigências de apoio à Maternidade”.

Até a construção de raiz da Maternidade, o PCP acentua “a urgência de realizar, nas duas maternidades existentes, as intervenções e as obras de beneficiação urgentes que travem, desde já, a sua degradação”. “Urge modernizar as instalações e serviços, assegurar a qualidade e a segurança, suprir a carência de médicos, enfermeiros, auxiliares e administrativos e outros técnicos, dando aos profissionais todas as condições que permitam assegurar a sua actividade e o exercício pleno das suas funções” – acrescenta.

Para o PCP, “os sucessivos governos PS, PSD e CDS degradaram a capacidade dos serviços de saúde em Coimbra” e “a falta de investimento é transversal e levou à degradação dos cuidados de saúde primários e ao encerramento de muitas unidades de proximidade”.

A fusão dos Hospitais de Coimbra, no Centro Hospitalar Universitário de Coimbra, como o PCP já considerou, resultou “na degradação dos serviços, no desmantelamento de equipas multidisciplinares e na perda de valências e capacidade”.

“Opções de favorecimento ao negócio privado da doença, em expansão na região de Coimbra, não está desligada dos sucessivos ataques levados a cabo ao SNS. O financiamento pelo Estado aos privados é inaceitável, retira recursos ao SNS e faz com que, na prática, os investimentos que se têm realizado pelos grupos privados, sejam feitos à custa do Orçamento do Estado. É preciso acabar com o saque por parte do negócio da doença. Por cada valência encerrada no serviço público, abre resposta correspondente no serviço privado, cujo propósito de acumulação de riqueza não é compatível com a defesa da saúde pública, de qualidade e acessível a todos” – declara o PCP.

O Partido Comunista reafirma que “continuará a bater-se pela defesa dos serviços públicos de saúde, pela reversão da fusão dos Hospitais de Coimbra, pela valorização do Hospital dos Covões e pela construção de um serviço de obstetrícia e neonatologia em Coimbra, junto ao Hospital Geral dos Covões”.