Coimbra  12 de Maio de 2021 | Director: Lino Vinhal

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PCP contra fecho da UCI e da Urgência nocturna no Hospital dos Covões

1 de Abril 2021 Jornal Campeão: PCP contra fecho da UCI e da Urgência nocturna no Hospital dos Covões

O PCP de Coimbra considera “indispensáveis” que continue a funcionar a Unidade de Cuidados Intensivos (UCI) do Hospital Geral dos Covões, assim como a Urgência nocturna a partir das 22h00.

“A Unidade de Cuidados Intensivos, que estava em funcionamento no período antes do surto epidémico é necessária e indispensável”, considera a Direcção da Organização Regional de Coimbra do PCP, acrescentando que “o Serviço de Urgência nocturna, que encerrou em 2012 (primeiro fruto envenenado da fusão do CHUC) e reabriu por via da pandemia, mostrou-se também indispensável antes e após o pico do surto epidémico”.

Considerando que é “escandaloso o encerramento”, o PCP entende, também, que “é inaceitável que à boleia da pandemia o Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra encerre estes serviços e prive a população do que são serviços essenciais para a região e para o país”.

“Os sobrecarregados Hospitais da Universidade de Coimbra serão mais uma vez o escape para o acelerado desmantelamento do Hospital Geral dos Covões” – refere o PCP.

Segundo os comunistas, “o processo de fusão dos Hospitais de Coimbra veio agravar a sobrecarga dos serviços, degradar os serviços prestados, bem como as condições dos trabalhadores do CHUC”.

“A reversão da fusão do CHUC é um processo urgente pelo qual o PCP se tem batido e o qual já foi rejeitado anteriormente pelo PS com a abstenção do PSD/CDS e PAN. O projecto de resolução estará novamente em discussão e o PCP apela a quem se tem batido pelo Hospital dos Covões, que faça reflectir e consequentemente decidir este apoio na votação do documento, de modo a garantir a autonomia dos Hospitais de Coimbra” – considera a estrutura partidária comunista.

Para o PCP “não há qualquer justificação válida para o encerramento destes serviços, a não ser o favorecimento do negócio privado da doença, que como temos constatado, tem prosperado nesta região”.