Coimbra  15 de Maio de 2021 | Director: Lino Vinhal

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Pandemia custou até agora 220 mil euros à Misericórdia Obra da Figueira

18 de Março 2021 Jornal Campeão: Pandemia custou até agora 220 mil euros à Misericórdia Obra da Figueira

Até este momento a Misericórdia Obra da Figueira já investiu 220 mil euros com gastos exclusivamente na pandemia, uma das instituições que apesar de todos os esforços não esteve alheia ao covid 19.

A instituição registou o primeiro caso em 24 de Janeiro de 2021, infecção que chegou através de um dos seus utentes e funcionária que se tinham deslocado a uma unidade hospitalar.

Passado um ano que a pandemia chegou a Portugal, o balanço feito pelo Provedor sobre a covid 19 na instituição não se pode considerar positivo, “até porque não era este o balanço desejável”, dado terem registado 33 infectados, entre os quais seis funcionários, apenas no Lar Silva Soares, havendo a lamentar nove óbitos entre os 82 e 96 anos, alguns deles já com morbilidades muito graves.

Desde início que a Misericórdia montou um plano de contingência rigoroso, com formação e informações rígidas nos funcionários que, ao primeiro sinal de sintomas, principalmente no núcleo familiar que os rodeia, tinham de comunicar à instituição e ficavam logo em quarentona, além de todas as medidas cautelares impostas em todas as instalações da Misericórdia, de acordo com as directrizes do Delegado de Saúde.

Para além de todo o equipamento individual (desinfectantes, equipamentos individuais descartáveis, refeições servidas em embalagens descartáveis, equipamentos tecnológicos VIOLET-Ultra Cleaner (equipamento móvel de desinfecção do ar e superfícies em espaços interiores, para eliminação de bactérias, vírus e outros micro-organismos), entre muitas outras medidas que eram reajustadas ao pormenor mediante a antevisão de possíveis situações infecciosas.

A partir de Maio foram realizados mais de 1 053 testes, dos quais 665 suportados pela instituição.

A Misericórdia Obra da Figueira tem o privilégio de estar inserida numa área completamente isolada, que ajudou a reforçar a segurança, que contribuiu para não ter registado nenhum caso no Lar de Santo António (com cerca de 100 utentes); no Lar Costa Ramos (com cerca de 45 meninas) que também foram todas testadas, havendo algumas que estão a frequentar o ensino superior em Coimbra e que apresentaram sintomas, mas que por essa razão mantiveram-se em quarentena nas residências universitárias.

Na Creche e Jardim de Infância, com um universos de quase 200 pessoas, na sua maioria crianças, houve uma funcionária que esteva em casa e teve sintomas, comunicou e já não foi trabalhar. Como estavam a uma semana das férias de Natal, a Mesa da Instituição deliberou antecipar o encerramento como precaução e isso originou 21 reclamações, que foram devidamente encaminhadas para a Segurança Social se pronunciar, e o resultado comunicado foi o arquivamento, por “ausência de fundamento das mesmas”

O provedor Joaquim de Sousa realça o trabalho incansável e dedicado de todos os funcionários, com relevância para o médico pneumologista da instituição, Pedro Silva Santos, a enfermeira Anunciação Baltazar, mas também a coordenação atenta e dedicada de Tozé Rolo, entre outros.

Na vivência com esta pandemia houve sempre o cuidado de minimizar os efeitos entre familiares e utentes, que ficaram privados de algumas visitas, com a Misericórdia, sempre que era possível, a arranjar alternativas para que essas visitas pudessem acontecer com as cautelas devidas, destacando-se as visitas através da grua elevatória. Esta plataforma permitiu abranger 2 114 visitas de 295 familiares.

Até este momento, segundo Joaquim de Sousa, este é o “balanço possível”, depois de todos os utentes e funcionários terem sido vacinados, mas reforçou que é imperioso “manter todas as regras de segurança” na perspectiva de salvaguardar o bem estar dos utentes e funcionários da Misericórdia Obra da Figueira.