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Ortopedia do CHUC introduz técnica cirúrgica inovadora

24 de Outubro 2019

Uma equipa da patologia do ombro do Serviço de Ortopedia do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) introduziu, em Portugal, uma técnica cirúrgica inovadora no tratamento da rotura maciça da coifa dos rotadores.

Segundo anunciou, hoje, o CHUC, a cirurgia, conduzida por uma equipa liderada pela ortopedista Ana Inês, dedicada à patologia do ombro, foi realizada no bloco operatório do pólo do Hospital Geral (Covões), onde se encontra localizado o sector da Patologia do Ombro do Serviço de Ortopedia.

A coifa dos rotadores associa os tendões dos principais músculos responsáveis pela mobilização do ombro. Quando rompem, o doente fica muito limitado nas suas actividades quotidianas, tal como vestir-se, pentear-se ou fazer a barba.

Como refere Ana Inês, “a rotura maciça da coifa evolui naturalmente para uma artrose do ombro, tendo nestes casos indicação para colocação de prótese invertida.” Acrescenta que “a técnica cirúrgica utilizada consiste na introdução a nível do ombro de um balão biodegradável que funcionará como “almofada”, o qual, com reabilitação adequada, permitirá um reequilíbrio do ombro”.

Este procedimento, como explica Ana Inês, “constitui uma alternativa aos tratamentos realizados até agora, menos agressivo, de rápida reabilitação, beneficiando sobretudo doentes (idealmente com menos de 65 anos) que têm uma rotura irreparável, sem sinais de artrose, permitindo-lhes ganhar melhoria da qualidade de vida, nomeadamente com diminuição da dor e aumento da mobilidade do ombro, readquirindo capacidade de retomar parte das suas actividades da vida diária, até então limitadas, e que os forçava a serem ajudados por outrem”.

O Director do Serviço de Ortopedia, Fernando Fonseca, coloca a ênfase nos “benefícios desta técnica, que permite ao doente ganhar mais autonomia na sua vida diária, com recurso a uma técnica cirúrgica pouco invasiva, bem como atrasar ou mesmo evitar a implantação de uma prótese do ombro”.

Fernando Fonseca considera que “para o Serviço de Ortopedia, inserido num centro de referência nacional, e hospital de fim de linha inserido no SNS, é importante poder dar aos doentes que o procuram as melhores soluções para os seus problemas e que podem não encontram noutros locais”.

 

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