Coimbra  25 de Fevereiro de 2021 | Director: Lino Vinhal

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Ordem dos Médicos do Centro não tem qualquer estrangeiro a aguardar inscrição

29 de Janeiro 2021 Jornal Campeão: Ordem dos Médicos do Centro não tem qualquer estrangeiro a aguardar inscrição

A Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos não tem, até este momento, qualquer processo pendente de inscrição de médicos oriundos do estrangeiro, segundo foi hoje anunciado.

O presidente da Secção Regional do Centro (SRCOM), Carlos Cortes, refere a este propósito: “Não há casos pendentes porque sempre foram desenvolvidos mecanismos para acelerar este processo que é muito importante não só para os médicos em causa mas, sobretudo, para os doentes que poderão tratar”.

Em 2020, a título de exemplo, 17 médicos estrangeiros realizaram o pedido e obtiveram o seu reconhecimento e respectiva inscrição na Ordem dos Médicos. São oriundos do Brasil (11), Espanha (2), Itália (2), Moçambique (1) e Polónia (1).

“Ao contrário do que tem sido difundido nos últimos dias, trata-se de um processo célere. Ou seja: Se os requerentes forem provenientes de Países de Língua Oficial Portuguesa (ou tiverem completado o ensino secundário num país de língua portuguesa) o prazo médio de inscrição é de 1,5 semana, nunca ultrapassando as duas semanas (sempre que a documentação entregue na Ordem dos Médicos esteja correcta)” – esclarece a SRCOM.

Por outro lado, caso o médico requerente seja oriundo de país de língua não portuguesa (e, portanto, tenha de fazer Prova de Comunicação Médica) na SRCOM, o prazo para efectuar a inscrição não ultrapassa um mês (porque as provas organizadas em parceria com o Instituto Camões são mensais e realizadas rotativamente em cada região médica). Em 2020, porém, devido à pandemia covid-19 e às restrições de circulação incluindo viagens de e para o estrangeiro, a Prova de Comunicação Médica ficou suspensa de Março a Junho, decorrendo, a partir daí, com a calendarização normal.

Segundo Carlos Cortes “a Secção Regional do Centro sempre entendeu a importância da celeridade deste processo para evitar situações nas quais os médicos com capacidade de exercer em Portugal ficam à espera, o que nunca é desejável”. “Assim, a nossa capacidade de resposta tem sido grande e os tempos de espera são de uma ou duas semanas para os processos que nos chegam completos” – acrescenta.